Criador da Natal Invisível desativa página e cria uma barbearia onde parte do lucro vai para ajudar moradores de rua

Natal Invisível era uma página criada por Mateus Facussé em meados dos anos de 2014, porém já faz algum tempo não atualizada a página, que coletava depoimentos dos moradores de rua da capital potiguar e região, sempre com uma foto e texto da legenda com o que foi coletado durante a entrevista.

O Brechando realizou várias parcerias com a página, no qual coletamos entrevistas durante uma entrega de sopão, cujas doações foram feitas a partir de uma campanha da página e também esta entrevista aqui.

Recentemente, Mateus Facussé resolveu deletar as antigas postasgens. Em troca, publicou um comuniucado para aqueles que acompanham a página dizendo que a página “já cumpriu a sua missão”, porém não desistiu de mostrar o lado invisível.

Recentemente, o mesmo fez um curso de barbearia e abriu um estabelecimento no bairro de Nova Parnamirim, chamada Ordem e Tradição, que fica em Parnamirim, Região Metropolitana de Natal, no qual parte do lucro da barbearia será destinada em ações para os moradores de rua, incluindo a parte de cortar e fazer a barba.

Veja a publicação completa a seguir:

Quarta começa a segunda edição do Cine Verão

O Cine Verão começa nesta semana a sua segunda edição, na praia de Ponta Negra, próxima ao deck em frente ao Astral Sucos. É um festival de cinema, organizado pela Pinote Produtora, liderado pela produtora Nathalia Santana, com acesso gratuito. São dois dias de festival, 30 e 31 de janeiro, com exibição de filmes potiguares e brasileiros,  além de difundir a ideia de que a cidade do Natal conta com um potencial cultural e artístico de grande relevância, além de ser um destino turístico de belezas naturais.

As exibições serão divididas em: Cine Verão Poti e Cine Verão Brasil. Será a estreia de “O Morador do 1101”, um filme de Carito Cavalcanti, Eli Santos e Fernando Suassuna, e “A Parteira”, de Catarina Doolan.

Um projeto que tem como objetivo ampliar as plataformas de difusão do cinema independente, com foco na produção potiguar e brasileira. É também um evento para pautar discussões, sociabilidade e lazer para natalenses e turistas.

Disse a organização no site oficial.

Além disso, haverá DJs, rodas de conversas com profissionais do audiovisual potiguar e apresentações musicais com as bandas Ardu e Ciro e a Cidade. Veja como foi no ano passado:

O Cine Verão é uma realização da Pinote Produções, com o patrocínio da Prefeitura do Natal, Programa Djalma Maranhão e Hospital do Coração. Conta ainda com o apoio da Rádio Jovem Pan, Sollar Comunicação, Top Gráfica, Sopro, Tisck, Quintau, RN Bottons, Astral Sucos, Poti Restaurante, Chocolateria Sandra Maia e Marmitíssima.

 

Confira a programação completa a seguir:

30 de janeiro – Quarta-feira:

16h – DJ Set: E-thnic

17h – Conversação: A Importância dos Festivais de Cinema – Participação de Keila Sena (Goiamum Audiovisual), Raildon Lucena (Curta Caicó), Ricardo André (Mostra de Cinema de São Miguel do Gostoso) e Rômulo Sckaff (Festival Internacional de Cinema de Baia Formosa)

18h30 – Sessão Première: O Morador do 1101, um filme de Carito Cavalcanti, Eli Santos e Fernando Suassuna

19h – Mostra Cine Verão Poti:

A Parteira – Direção: Catarina Doolan/ Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte – Direção: Helio Ronyvon/ Enquanto o sol se põe – Direção: Marcia Lohss/ Memórias roubadas – Direção: Marcelo Buainain/ Tingo lingo – Direção: Wallace Santos/ Reflexo – Direção: Felipe Rocha/ Somos todos um – Direção: Luciano Azevedo e Sem retrato e sem bilhete – Direção: Babi Baracho

21h– Show com a banda Ardu

31 de janeiro – Quinta-feira:

16h – DJ Set: Gameshark

17h – Conversação: Mercado Audiovisual – Participação de Babi Baracho, Dênia Cruz, Felipe Campos e Tereza Duarte

19h – Mostra Cine Verão Brasil:

Carretéis – Direção: Eudaldo Monção Jr./ Entremarés – Direção: Anna Andrade/ Majur – Direção: Rafael Irineu/ Repulsa – Direção: Eduardo Morotó/ Um café e quatro segundos – Direção: Cristiano Requião/ Uma balada para Rocky Lane – Direção: Djalma Galindo e Se o mundo girasse ao contrário – Direção: Leonardo Martinelli

21h – Cerimônia de Premiação / Show com a banda Ciro e a Cidade

Mais informações: www.pinoteproducoes.com/cineverao

Conheça a história da baronesta de Serra Branca, que libertou os escravos em Assú

Seu nome é Belisária Lins Waderley, nascida no dia 13 de agosto de 1836, filha de Manuel Lins Wanderley e Maria Francisca da Trindade Wanderley. Ao casar com Felipe Néri de Carvalho e Silva, virou a Baronesa de Serra Branca, uma fazenda enorme, com gados, servidores, vaqueiros, cavalos-de-campo e uma terra bastante próspera. No entanto, eles resolveram abolir os escravos antes da Lei Áurea entrar em vigor, mais precisamente 8 anos, depois

Abolicionista convicto, Felipe Néri libertou os seus escravos  e, posteriormente, d. Belisária, como era conhecida na cidade,  banqueteou-os, ela própria servindo-os à mesa. Talvez por influência deste gesto de desprendimento e magnanimidade, o município do Açu, poucos anos depois, referendava aquela iniciativa, estendendo o benefício a todos os escravos ainda existentes em seu perímetro. Isto deu-se a 24 de junho de 1885, portanto ainda três anos antes do que determinaria a referida lei.

A história da abolição dos escravos de Serra Branca se transformou em filme em 2018, produzido pelos próprios artistas da cidade. O longa-metragem teve como protagonistas o mister da cidade e uma professora de música.

Baronesa de Serra Branca

Segundo o produtor da obra “A baronesa de Serra Branca”, Paulo Sérgio de Sá Leitão, o barão Felipe Neri de Carvalho Silva e a baronesa Belisária Lins Wanderley marcaram a história do Rio Grande do Norte.  Além disso, eles mesmo sendo donos de escravos, eles não tratavam diferente e sentiam culpados. As primeiras gravações da obra começaram em fevereiro de 2017, com cenários originais da época, como a atual Casa de Cultura de Assu, onde no passado foi a residência oficial dos barões e a Fazenda Serra Branca, que dá título ao filme e é localizada no município de São Rafael, também no Alto Oeste do estado.

O filme (foto acima do título) também relata os momentos de solidão da Baronesa, que após perder o seu único filho e o esposo, passa os últimos anos de vida sozinha em seu casarão, morrendo aos 95 anos.

A equipe técnica e atores do longa é composta por pessoas da região. A baronesa é interpretada por Josyanne Talita, de 27 anos, que é professora de música e teve nessa produção sua primeira experiência como atriz. “Foi uma responsabilidade muito grande que recebi. Mas todos tiveram paciência e foram no meu tempo, aí fiquei mais confiante a à vontade”, disse ela.

Já Alyson Santos, de 32 anos, é o atual mister de Assu e faz o papel do barão.  A baronesa de Serra Branca conta ainda com a participação de poetas, seresteiros e grupos de capoeira e dança africana. O financiamento da obra foi através da própria equipe que compõe o filme e contribuição de parceiros.

Após a morte do velho Coronel Manuel Lins Wanderley (1878), pai da baronesa, o casal mudaram para um sobrado onde a abolicionista foi criada.  Após a morte do Barão, ocorrida no dia 16 de julho de 1893, a Baronesa permaneceu residindo no suntuoso prédio até por volta de 1925, indo residir na capital potiguar. A Baronesa faleceu no dia 13 de abril de 1933, em Natal. Foi a última titular do Império, no Rio Grande do Norte. Os corpos do Barão e da Baronesa foram sepultados num mausoléu no cemitério São João Batista em Assú.

Depois o ‘Sobrado da Baronesa’ serviu de residência e consultório do renomado político e médico Dr. Ezequiel Epaminondas da Fonseca Filho. Na sala nobre, primeiro andar do sobrado, recebeu diversas autoridades, entre estas, o então Presidente da República Getúlio Vargas. Na oportunidade o mesmo oficializou o pedido da construção da Ponte sobre o rio Piranhas ou Assú. Por diversos anos o sobrado ficou desocupado, abandonado, em ruínas.

No dia 21 de julho de 2003, a casa foi transformada em Casa de Cultura, onde ocorre diversos eventos culturais na cidade.

Casa do casal dos barões de Serra Branca

O trailer pode ser conferido a seguir: