Este castelo em Natal será espaço para uma feira de economia criativa

Que tal comprar produtos de decoração dos artistas da terra próximo do principal cartão-postal da cidade, Ponta Negra? Neste próximo fim de semana, 18 e 19 de janeiro, das 15 às 22 horas, haverá a Feira Eureka, que unirá arquitetos e designers de interiores do Rio Grande do Norte.  O evento será no  Ávalon Eventos, no bairro de Ponta Negra, que fica na parte de cima do castelo onde fica o Taverna Pub, o castelo que está na foto.

Além da feira, haverá uma mostra com cinco ambientes montados por arquitetos e designers de interiores. O público poderá ver na prática como usar os produtos dos expositores do evento; artesãos que criam com muito carinho, produtos para a decoração do carro, da casa, da empresa e dentre outros ambientes. Muitos produtos são reutilizados ou reciclados. Reforçando a preocupação do evento com a questão ambiental; haverá um ponto de descarte de pilhas e baterias, lâmpadas e eletrônicos.

Além disso, haverá praça de alimentação, música ao vivo e diversas palestras gratuitas. A entrada do evento é afetiva: o visitante paga se quiser e quanto quiser.

O evento foi idealizado e é produzido pela empresária Renata de Lucca com apoio do também produtor Clínio Santos; que participou do projeto desde sua criação. Dentre os parceiros estão o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), a loja Leroy Merlin, a Universidade Potiguar, Silk Camisetas, Proshow Som e Luz e o Agenda Natal.

Para saber mais informações, acesse o instagram do evento.

Confira a programação da Feira Eureka a seguir:

18/01

15h: Abertura da Feira
15h: Design de peças artesanais com a arquiteta Ana Clara Madruga
17h: Estilos de decoração com a arquiteta Lilian Brito
19h: Música ao vivo

19/01
15h: Abertura da Feira
15h: Técnicas de pinturas em parede com o arquiteto Arthur Seabra
17h: Introdução ao FengShui com a arquiteta Suly Barreto
19h: Música ao vivo

 

Luan Bates e seu som noventista com The Morning Sun

Traduzindo para português “The Morning Sun” significa “O sol da manhã”. Para quem vive numa cidade de Natal, sabe que às 5 da manhã começa com aquele sol tímido, quase um pôr do sol, sendo que mais brilhante, começa a se intensificar e ficar cada vez mais forte. Qunato maior o brilho, mais ficamos fortes.

Foi assim que senti com as músicas do Luan Bates, que pediu para que o Brechando avaliasse as músicas do primeiro álbum do cantor e tinha carta branca para comentar o que quiser (confesso que ele falar isso para uma pessoa do signo de áries mostra que ele tem uma coragem de um leão). Então, prontamente eu topei o desafio por gostar de trabalhar desde sempre com jornalismo musical.

Quem conhece o Luan, sabe que ele é bem na dele quando conversa de forma informal ou até mesmo fazendo entrevista, mas mal sabem as pessoas das suas letras fortes e do vozerão deste jovem, que facilmente pode confundir com uma banda inglesa de rock indie ou ressucitando aquele britpop gostoso de ouvir dos anos 90 do Oasis e Blur. Gosto das letras em inglês no rock (apesar de ter participado de inúmeras rodas de conversa sobre rock cantado em português), pois é um ritmo que tem ser falado para muita gente, tem que chacoalhar, fazer barulho e essas coisas. Como o inglês é uma das língua mais estudada pelas pessoas e mais compreendida quando estamos fora do país, muitos optam em utilizar o idoma para atingir mais pessoinhas.

O disco é composto por músicas inéditas e outras já publicadas nos três primeiros EPs do cantor, como “Listen Up, Mates”, “Distant Minutes” e “Dream of the Day”, mas isso não tira o brilho do álbum, que agrada tanto que conhece a banda pelas noitadas de Natal quanto quem nunca ouviu falar de Luan Bates na vida.

A primeira sensação que quando escutei o disco foi que uma pessoa está saindo de uma casca e essa mesma começa a se rachar, no quai sai diversos sentimentos (bons e ruins) que habitavam com o indíviduo. É um desabafo e rapidamente faz com que as pessoas se identifiquem com as músicas compostas. Cada vez mais quero um dueto de Luan Bates com o Thalles, um cantor e ator, que também faz letras estilo desabafo e tem um som bastante noventista.

Thalles é do Rio Grande do Sul e tem a mesma idade de Luan, 24 anos. Seria massa o encontro desses Rio Grandes, que cantam uma bad com toques de otimismo no final.

As onze faixas do “The Morning Sun” abordam reflexões pessoais, relacionamentos e a visão do músico potiguar sobre sua cidade, no qual rapidamente me identifico, pois na minha transição entre adolescente e adulta tinha umas visões parecidas.

A melhor música, na minha opinião, é “September 23rd Sonet”.

O Luan começou a tocar e gostar de música para valer aos 14 anos e somente em 2014 ingressou em bandas. No final do ano de 2014, lançou o seu primeiro EP, sob um pseudônimo, mas foi durante o Seu Ninguém que a carreira solo criou sua própria forma.  Ainda em 2016, lançou seu primeiro EP com o nome Luan Bates, “Listen Up, Mates”, com três faixas que elaboram o início de uma autobiografia entre o final de sua adolescência e o início de sua vida adulta. Seu trabalho seguinte, “Distant Minutes” dá continuidade a essa biografia, compartilhando observações sobre o início da vida noturna de Bates em sua cidade.

Ao mesmo tempo que lançava a sua carreira solo surgiu a ideia de criar o selo Nightbird.

O trabalho foi produzido pelo próprio artista e a masterização ficou por conta de Gustavo Coutinho. Escute o disco a seguir: