Belga utiliza tarot para registrar gueto no Haiti

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O Tarot surgiu em países que falam franceses já faz alguns séculos. No entanto, hoje o conhecemos graças ao Tarot Rider-Waite, introduzindo pela sociedade través do místico americano Arthur Edward Waite, tendo sido publicado pela primeira vez em 1910.

São 78 cartas, no qual é compostas por ilustrações simbólicas.

A metalinguagem, por sua vez,  consiste num tipo de linguagem que se refere diretamente a própria linguagem usada na comunicação. Pode ser aplicada em outras áreas, como na música, no cinema, nas artes pláticas, na informática, etc.

Que tal unir o tarot com a metalinguagem? Vamos falar deste projeto!

Alice Smeets é uma fotógrafa, filmaker belga e faz diversos trabalhos artísticos. Trabalha como fotógrafa há 10 anos, mostrando a desigualdade social, principalmente sem-tetos, mendigos e lugares miseráveis de vários cantos do mundo. A intenção é fazer com que as pessoas se sensibilizem e ajudem estas pessoas a sair deste meio em que vivem.

Como uma leitora de tarot, ela resolveu reproduzir as cartas usando as pessoas do Haiti como modelos e assim surgiu o projeto Ghetto Tarot.

“Enxergo que as tradicionais cartas de tarot vieram nesta vida como criativas, provocadoras e ainda são um deck moderno. Inspirei na criatividade e força dos cidadãos do gueto. O Ghetto Tarot lhe guiará para mudar sua percepção, tornando o negativo da sua vida em positivo enquanto descobre o poder de seus próprios pensamentos”, disse a fotógrafa em seu site oficial.

Além disso, o projeto fotográfico visa encontrar além dos limites culturais do preconceito e provocar uma transformação muito necessário do coletivo com consciência percepção do gueto.

Confira algumas fotografias a seguir:

O livro com todas as fotografias pode ser encontrado neste link.

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