Cerveja com Dados

Como foi a primeira edição do Cerveja com Dados em Natal

Estamos colocando os vídeos como foi a primeira edição do Cerveja com Dados, evento que fala sobre a importância dos dados não só para o jornalismo, mas também em outras áreas. A primeira edição do Cerveja com Dados teve um papo sobre apura, portal de dados abertos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e uma aplicação na indústria petroquímica. Sim, o papo foi bem eclético. Idealizado pela Escola de Dados, o evento prioriza o contato informal entre palestrantes e público. Por isso, adota a metodologia “palestras relâmpagos” para estimular a interação. Após as apresentações, a ideia é continuar a conversa numa mesa de bar para aumentar a rede de contatos, tirar dúvidas ou até propor parcerias. É um happy hour de dados. Os dados ficam por conta dos palestrantes. A cerveja é por conta de cada participante.

Dados? São códigos malucos. Calma, jovem, vamos te explicar melhor:

O valor simbólico atribuído a qualquer elemento é um dado. Exemplo: seu nome ou seu número da lista de chamada na escola. Quando isolado, o dado não tem relevância.  Quando ganha um contexto ou um propósito (organizar estudantes em ordem alfabética ou ordem de matrícula de uma determinada turma), o dado se torna uma informação. Note que dados podem ser números ou palavras também. Eles geralmente tem origem num registro ou ocorrência. Sim, uma lista de chamada é um registro.

Dados abertos são assim definidos quando podem ser acessados, retrabalhados e redistribuídos por qualquer pessoa ou instituição, sendo necessária apenas a atribuição da fonte original e que sua redistribuição seja sob uma licença aberta.

Mas, o que fazer com isso?  Um estudo da consultoria de negócios Mckinsey mostra que a abertura de dados pode gerar entre US$ 3 e 5 bilhões anualmente em sete setores da economia global: educação, transporte, bens de consumo, eletricidade, gás e óleo, saúde e produtos financeiros.

Do ponto de vista do Estado, a abertura de dados governamentais não só propicia ferramentas tecnológicas de combate à corrupção, como também otimiza a participação social. Com dados sobre políticas públicas, cada cidadão pode avaliar quanto é gasto, quantas pessoas são atendidas e qual o serviço prestado no seu município e compará-lo com o município vizinho ou um de mesmo porte por exemplo.

Ou seja, benefício para empresas e Estado.

Na ciência, pesquisadores podem colocar à disposição os dados brutos de sua pesquisa em vez de publicar apenas o resultado final após cruzamentos e filtragens. Essa prática economiza dinheiro, tempo, estimula a produção científica de temas correlatos, a transparência na ciência e acelera a circulação de informação.

Encontros como esse ocorreram neste ano em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília e Curitiba. Agora chegou a vez de Natal entrar nessa lista. O evento tem apoio da Livraria Saraiva e da gente, que abraçamos de braços aberto.

Aqui será o seu espaço para assistir as palestras.

Os dois primeiros vídeos postados, no nosso canal do You Tube, mostram como foi um pouco a palestra de Cledivânia Pereira, jornalista da Tribuna do Norte e mestrando em Estudos da mídia. Como Cledivânia disse: “Não acredito que a profissão do jornalista acabou, pelo contrário, várias janelas estão surgindo e estou adorando este momento, por mim conheceria todas”. Entusiama do novo jornalismo, Pereira explicou a importância de se renovar e entrar de cabeça com as novas tecnologias.

Ela contou um pouco como utilizou dados para descobrir o aumento dos cargos comissionados na Assembleia Legislativa do RN.

Brecha aí e vá para a segunda edição!

Em breve postaremos os vídeos e as fotos de como foi o evento. Por enquanto estamos aqui!

Cientec 2018 em 100 fotos

A feira de ciências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Cientec, em comemoração aos 60 anos de atividade, aconteceu na semana passada e não em outubro, como geralmente acontece. Lá foram apresentados projetos acadêmicos não só da UFRN, mas também de colégios privados e de empresas que trabalham com a tecnologia. Esta não foi a primeira vez que aconteceu no primeiro semestre letivo da instituição de ensino, em 2010, quando houve o evento da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SPBC).

Além disso, a universidade também recebeu o Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CNEUB), que reuniu universitários de vários cantos do país.

Esta edição contou com três grandes dimensões: Mostra, organizada em pavilhões que abrigam exposições interativas e transdisciplinares e que se constitui no espaço de troca de conhecimento e do diálogo de ideias; Reunião Acadêmico-Científica, onde serão realizados eventos acadêmicos como congressos, seminários, oficinas, cursos e exposição de pôsteres; Cientec Cultural, voltada à produção e integração acadêmico-cultural, com eventos artísticos, apresentações e exposições e suas discussões pedagógico-culturais.

O evento encerrou no sábado (30), com o show do grupo potiguar Plutão Já Foi Planeta, no anfiteatro do campus central, no bairro de Lagoa Nova. O Brechando acompanhou os três dias de evento e selecionamos 100 fotos para mostrar como foi este evento que uniu a integração de estudantes, professores universidades e a comunidade para conhecer os projetos científicos, trabalhos artísticos e dentre outras atividades dentro da universidade (você pensava que era um canto que apenas ensina Karl Marx e come criancinhas, é? Achou errado!).

Confira as fotografias a seguir:

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Minha aventura no cinema Drive-In no Canadá

Starlight Drive In é um pequeno cinema ao céu aberto localizado no coração do vale de Okanagan, Columbia Britânica, a mais ou menos 80 Km de distância da cidade de Kelowna onde moro. Esse drive-in é famoso por ser o último a funcionar nessa região, atendendo a demanda de pelo menos cinco cidades vizinhas. Apesar da pouca concorrência o Drive In permanece firme e forte nos seus últimos 15 anos.

Os horários de funcionamento são restritos apenas aos fins de semana, sendo apresentado apenas dois filmes por noite. Sendo o primeiro a partir das 21h30 e o segundo só por volta de meia-noite e meia. Logo, você só precisa pagar a entrada de um ticket para assistir dois, mas saiba que depois que o carro estiver estacionado e o filme começar, não há mais como remover o veículo até que a sessão seja finalizada por completo.

O valor é de 11 dólares (canadenses) por pessoa, que é o equivalente a 32 reais, mas o preço vale a pena, uma vez que você tem direito a passar uma noite ao céu aberto. 

O local é bem espaçoso e após você encontrar seu espaço em alguma das fileiras, você pode montar um pequeno acampamento e interagir com as pessoas ao redor. Muitos vão para lá em grupos e acabam enfileirando em vários veículos juntos para poder aproximar mais o pessoal. Como é limitado, as pessoas costumam chegar com horas de antecedência.

Eu, por exemplo, costumo sair da minha casa por volta das 6 horas da noite para chegar lá por volta das 7h. Durante o tempo de espera, um bom livro, jogar futebol americano ou mesmo participar de algum jogo de tabuleiro sempre é bem vindo.

Os canadenses valorizam bastante coisas simples ao ar livre e o drive in é de longe o ambiente de maior confraternização por aqui. A verdade é que o canadense em si é um povo frio e distante (nenhuma novidade para o brasileiro), mas vê-los unidos conversando em cima da carroceria de uma caminhonete enquanto comem fast food e esperando o filme começar é algo de encher os olhos de alegria.

O que mais incomoda as pessoas é o deslocamento. Chegar envolve certa distância para quem mora em cidades vizinhas distantes, mas o pior é voltar a noite dirigindo pela estrada escura nas montanhas, mas pelo visto muito ainda não se incomodam e aceitam ter isso como desafio.

Starlight Drive In é um cinema Main Stream, logo ele passa os mesmos filmes do catálogo de cinemas Hollywood que estão passando nos cinemas normais. O que mais me surpreendeu foi a qualidade do projetor ser bem avançada e o filme não fica com baixa resolução em nenhum momento. Por sinal, para ouvir ao filme é necessário sintonizar na rádio 106.7, tudo é transmitido diretamente para essa frequência.

Quando uma sessão acaba é hora de voltar para estrada. Caso queira, você  ainda pode optar por assistir a mais um filme e ficar até ao amanhecer. Muitos namorados optam por esperar até esse momento para terem mais intimidade no Drive-In. Casais já começam a frequentar o local aos 16 anos quando já adquirem carteira de motorista.

Drive-In no Brasil

No Brasil, o único cinema neste estilo está em Brasília. O espaço está funcionamento desde 1973, ele também possui a maior tela de projeção cinematográfica do país, com 312 metros quadrados. Ele foi inaugurado em 25 de agosto de 1973, quando o drive-in era moda no Brasil.

O estacionamento do cinema tem capacidade para 500 carros, acomodando portanto até 2,5 mil pessoas. Não há lanchonete, quando os frequentadores querem comprar o lanche acendem o farol do veículo e um garçom vai até o carro receber os pedidos.

Diariamente o cinema recebe cerca de 200 espectadores. Para se manter recebe um auxílio do Ministério da Cultura para complementação de renda. Em contrapartida exibe filmes já fora do circuito comercial e, principalmente, voltados para a família, como comédias românticas e filmes de animação.