Banda demora dois anos para fazer um clipe

Música
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Geralmente eu não posto muitas coisas que não estejam relacionadas ao Rio Grande do Norte. Mas, desta vez, a postagem falará sobre o outro Rio Grande: o do Sul. O estado é conhecido por exportar muitas bandas de rock, como Ultramen, Cachorro Grande, Bidê ou Balde, Holiness, Hibria, Júpiter Maçã (in memorian), Edu K e dentre outros artistas. Uma das bandas mais novas se chama El Negro, que conheci através de um material enviado pela assessoria de imprensa. Antes de fazer o texto, eu escutei a música para saber se pelo menos presta.

Atualmente residindo em São Paulo, o trio é formado por Mumu (vocal e guitarra), Fabian Steinert (baixo) e Leandro Schirmer (bateria).

Recentemente, eles lançaram um clipe chamado “Cinza”, o último single do primeiro álbum e o clipe demorou dois anos para ser feito. Mas por que essa demora todinha? Foi procrastinada? Não?

O material levou dois anos para ficar pronto porque usou o efeito de rotoscopia, onde cada segundo do vídeo é produzido por 24 fotos trabalhadas à mão. Com concepção de José Pedro Bortolini e Guilherme Petry, resultado é primoroso e a música lembra aquele som dos anos 90, poderia cair perfeitamente em um line-up do Festival Dosol.

Além disso, a animação ficou bem feito e encaixou perfeitamente com a música. Quer conferir o clipe? Veja a seguir:

A banda foi formada no início de 2012, quando lançou o single com clipe “Pé no Talo”, cujas captações foram feitas no estúdio Guga Munhoz, com mixagem de Ray Zimmer e masterização do norte-americano Jim Diamond (ex-baixista do The Dirtbombs e produtor dos dois primeiros discos dos The White Stripes). Em dezembro deste mesmo ano, o trio registrou ao vivo 10 músicas em dois dias de gravação, em uma fábrica abandonada, num clima total old school.

A captação ficou por conta do produtor holandês, radicado no Brasil, Marcel Van der Zwam. O resultado é o primeiro álbum da banda, homônimo, lançado em maio de 2014. O El Negro fez uma série de shows pelo Rio Grande do Sul e pelo Rio de Janeiro, onde foi convidado para  gravar no clássico estúdio Toca do Bandido, com produção de Felipe Rodarte. 

A obra tem participações especiais de Jan Santoro (Facção Caipira), Carlos Carneiro (Bidê Ou Balde) e Tacho Cruzeiro (Cruzas). De acordo com os integrantes, as músicas são sobras do primeiro disco e algumas vieram durante a tour na Argentina, onde conheceram novos grupos e com uma sonoridade de som pesado. Ao todo, o álbum conta com nove faixas. 

O resultado é o seu segundo álbum, “Tudo Vai Mudar”, que foi lançado no começo de março de 2018. Os álbuns estão disponíveis em plataforma via streaming, que podem ser escutados aqui e aqui.

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