Pesquisa da universidade precisa de voluntárias para combater cólicas menstruais

Utilidade Pública
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Uma das partes mais chatas de quando a mulher fica menstruada são as chamadas cólicas menstruais. Algumas podem ter um incômodo na região da barriga, mas outras mulheres querem arrancar o útero quando sentem aquelas dores, sem contar que podem ter enxaquecas, enjoos e até mesmo desmaios. Estima-se que 65% das mulheres em idade reprodutiva sofram com esse problema de saúde. Além de dor uterina que, de tão intensa, pode ser irradiada para as costas ou para membros inferiores, são características associadas a esse quadro clínico cefaleia, náuseas, vômito, constipação e até desmaios, sintomas que se apresentam normalmente um dia antes do fluxo menstrual e chegam a durar até 72 horas.

Pois é, para algumas nem Buscopan ou Dorflex salva e param até mesmo no hospital pelo simples fato de não conseguir fazer as suas atividades corriqueiras por conta das fortes dores.

Por isso, uma pesquisa vem se desenvolvendo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no campus de Santa Cruz, para combater os transtornos causados pelas cólicas e os demais sintomas que a acompanham. O projeto Efeitos da Eletroestimulação Transcraniana com Corrente Contínua (ETCC) sobre os sintomas associados à Dismenorreia Primária (nome científico para cólica menstrual) tem alcançado resultados animadores nessa área.

Sob orientação da professora Maria Thereza Micussi e em parceria com o professor Rodrigo Pegado, da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairí (Facisa), Larissa Varella investiga um tratamento que permita às mulheres ter uma convivência pacífica com a menstruação. Aluna do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia da UFRN, Larissa estuda como a Eletroestimulação Transcraniana pode reduzir a dor e melhorar o sono, o humor e a funcionalidade, fatores comumente alterados no período menstrual. Por isso, ela precisa de voluntárias para continuar a pesquisa.

As voluntárias precisam ter pelo menos 18 anos de idade e atender a alguns outros pré-requisitos como cólica forte e incapacitante acompanhada de enjoo, enxaqueca, irritabilidade e alteração do sono. Para ser voluntária, basta a paciente enviar um e-mail para pesquisadismenorreia@gmail.com manifestando interesse em participar do projeto e aguardar o contato da pesquisadora.

Nesse trabalho, a paciente recebe a Eletroestimulação Transcraniana – com eletrodos de frequência bem baixa e indolor – nos cinco dias que antecedem o fluxo, em sessões com 20 minutos de duração. Após esse período, no primeiro dia de ciclo, é feita uma análise das condições gerais de variáveis como dor, sono, funcionalidade e qualidade de vida. Ao longo do mês subsequente, a participante da terapia classifica diariamente seus níveis de dor até que o tratamento se repita nos cinco dias anteriores à menstruação. Depois de mais 30 dias de auto-observação das dores devidamente anotada, ao início do terceiro ciclo, acontece uma reavaliação.

Quem experimentou o tratamento nesta fase inicial aprovou. Segundo Larissa, houve um caso, inclusive, no qual a paciente chegou a um alívio tal dos incômodos que não concluiu a terapia por não se lembrar das dores. Naturalmente, a pesquisadora recomenda a conclusão de todas as sessões e avaliações para resultados mais confiáveis. As voluntárias que participaram do projeto e se submeteram à terapia relataram melhoras significativas em suas atividades cotidianas e na relação com as dores, que em alguns casos chegam a ser desprezíveis.

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