Qual a maior estrada do Rio Grande do Norte?

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O Rio Grande do Norte tem quase seis mil quilômetros de estradas, que surgiram, inicialmente, para impulsionar a produção de agricultura, conforme falamos neste texto por aqui, assim estimulando a entrada dos automóveis nas terras potiguares. Mas, qual é a maior estrada do RN?

Aqui está o mapa das rodovias do Rio Grande do Norte, feito pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT):

Em termos de rodovias estaduais, o Rio Grande do Norte conta com 2.863 km, sendo que 40,3% dessas estradas ainda não foram pavimentadas. No transporte rodoviário, o Rio Grande do Norte está ligado a outros estados e regiões do Brasil por meio de rodovias federais e estaduais. Ao todo, o Rio Grande do Norte possui nove rodovias, são elas: a BR-101, a BR-104, a BR-110, a BR-226, a BR-304, a BR-405, a BR-406, a BR-427, e a BR-437.

A BR-101 tem 179 quilômetros de extensão e liga o RN com a PB. O marco-zero desta estrada fica na cidade Touros, no litoral do Rio Grande do Norte. A BR-104 vai do município potiguar de Macau até Maceió, em Alagoas, passando pela zona homogênea das Serras Centrais. Só no estado potiguar tem 206 km.

Assim como a BR-101, a BR-226 inicia-se no Rio Grande do Norte e termina em Tocantins, ligando o porto de Natal às zonas de Caicó e Currais Novos, passando pelo Agreste, terminando no estado potiguar em São Miguel. Possui 460 km apenas no RN, sendo a maior estrada do estado.

A BR-406, por sua vez, percorre apenas 168km do Rio Grande do Norte em um trecho que conecta Natal a Macau, cidade relevante pela produção de sal.

A segunda maior estrada do RN é a BR-304, que liga o Rio Grande do Norte ao Ceará, com início em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, e cruzando as Serras Centrais e a Zona Mossoroense. Ao todo, ela possui 267 km de extensão.

A BR-405 não passa pela Região Metropolitana de Natal, vem da Paraíba para conectar Pau dos Ferros a Mossoró, distantes a 150 km, permitindo a ligação entre o Alto Apodi e as demais zonas homogêneas do Estado.

A BR-437 é a menor estrada do RN, possui 77 km de extensão, conhecida também como Estrada do Cajueiro, é uma rodovia federal, pouco conhecida. Pois a rodovia, localizada na região da chapada do Apodi, entre os estados do Rio Grande do Norte e Ceará, não possui asfalto em toda a sua extensão. Além disso, a rodovia não atravessa praticamente nenhuma cidade (apenas 3 vilarejos, no lado potiguar).

A BR-110 é a segunda menor, liga Areia Branca a Upanema e possui 101 km.

A terceira menor é a BR-427, com 95 km, que se inicia em Currais Novos, passando por Caicó até adentrar o interior da Paraíba, cobrindo o Seridó potiguar.

Em novembro do ano passado, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) classificou 53,9% das rodovias do Rio Grande do Norte como regulares, ruins ou péssimas. Em sua 21ª edição, a pesquisa sobre rodovias brasileiras percorreu 1.894 quilômetros em estradas federais e estaduais do RN. Como critério de avaliação, foram consideradas a pavimentação, e a sinalização.

De acordo com o estudo, as rodovias federais estão em estado bom, quando considerados os aspectos gerais. Apenas 4,1% dessas estradas, que são administradas pelo governo federal no estado são consideradas péssimas. No caso das estradas administradas pelo estado do RN, porém, a quantidade chega a 69,3%. Um total de 86,8% das rodovias estaduais possue sinalização péssima. De 348 quilômetros percorridos pelos pesquisadores, 348 estavam assim. Nenhum trecho foi considerado bom ou ótimo. 10,6% das sinalizações estão em estado ruim e apenas 2,6% é regular, de acordo com o estudo.

Quando o assunto é pavimentação, dos 1.546 quilômetros de BRs – administradas pelo governo federal – 58,9% estão com qualidade ótima ou boa. Porém, quando o olhar volta às rodovias de responsabilidade do estado, apenas 14,7% estão regulares, segundo a CNT. Todo o restante é ruim ou péssimo.

A malha rodoviária potiguar também é muito utilizada para o transporte de cargas para os portos de Pecém, no Ceará, Cabedelo, na Paraíba e Suape, em Pernambuco, a fim de contornar as limitações de acesso de cargas ao porto de Natal.

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