Por que pessoas aderiram à greve geral?

Primeiramente, fora vocês sabem quem (isto mostra a posição clara do Brechando sobre a greve geral).  De acordo com a lei 7783 (que coloquei o texto completo na página 4), que garante o direito de greve:

Art. 1º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. Parágrafo único. O direito de greve será exercido na forma estabelecida nesta Lei.

Art. 2º Para os fins desta Lei, considera-se legítimo exercício do direito de greve a suspensão coletiva, temporária e pacífica, total ou parcial, de prestação pessoal de serviços a empregador.

Art. 3º Frustrada a negociação ou verificada a impossibilidade de recursos via arbitral, é facultada a cessação coletiva do trabalho.

Assim como as pessoas bateram panela nas suas varandas para pedir o impeachment, fecharam a Av. Senador Salgado Filho e pediram mais coisas sobre as investigações da Lava-Jato, alguns têm direito de aderir à greve e a protestar sobre as modificações na lei trabalhista, visto que algumas mudanças vão prejudicar muita gente, principalmente a galera que está começando a trabalhar e está começando a pagar a previdência para uma futura aposentadoria.

Portanto, os coxinhas e petralhas estão kits.

“Mas, Lara, eles protestaram no domingo e não durante a semana, o protesto não atrapalhou ninguém”. Protesto é uma manifestação pública, que possui a intenção de trazer um choque de realidade e estimula as pessoas a prestarem atenção, fazer com que as pessoas escutem. Essa palavra vem do Latim PROTESTARI, que quer dizer “declarar em público, testemunhar, protestar”. Portanto, estas declarações públicas com certeza atrapalhou o trabalho de alguém do domingo (sim, existem estabelecimentos que abrem no domingo) ou algum morador por perto.

Não importa o dia, se você faz declaração contra ou a favor de alguém, você vai incomodar, em menor ou maior grau.

Em nenhum momento, as mudanças trabalhistas tiveram uma consulta direta com a população, nunca pediram a opinião, como audiências ou realização de plebiscitos ou referendo (não sei diferenciar os dois), tudo isto foi feito dentro da Câmara dos Deputados, Senadores e em jantares caros feitos no Palácio da Alvorada, sede da presidência da república.  Eles enfiaram de goela abaixo, através de Youtubers, programas de televisão e o Sílvio Santos para dizer que isso é legal e pronto.

São três coisas que estão em jogo e foi o estopim para a greve geral: terceirização, reforma trabalhista e reforma da previdência.  Vamos explicar separadamente. Clique no botão 2 logo abaixo.