Festa do Neon vai acontecer neste feriado para ajudar filme potiguar

Colocando a foto do clipe Realness do Rupaul como uma imagem meramente ilustrativa para mostrar como será uma festa neon, que acontecerá no feriado de Tiradentes (21), no Ateliê Bar, na Rua Chile, no bairro da Ribeira. Será a primeira festa do filme “Verde Limão”, mais novo filme do jornalista Henrique Arruda, que neste momento está procurando drags para que possam participar do filme, conforme falamos neste link.

Realizada de forma totalmente colaborativa, a festa marca o lançamento da campanha de financiamento coletivo para a produção do curta-metragem “Verde Limão”, segundo filme do jornalista e realizador audiovisual Henrique Arruda, após Ainda Não Lhe Fiz Uma Canção de Amor (2015), seu filme de estreia, financiado através do Catarse e que até então já rodou cerca de 30 mostras e festivais pelo país e acumula 7 prêmios.

“Fazer o cenário do cinema potiguar acontecer quando o próprio poder público ainda não entende a importância disso para o desenvolvimento artístico e econômico da cidade é complicado, mas não podemos passar o ano inteiro esperando por ações pontuais, então novamente estamos juntando amigos e colaboradores para fazer nascer mais um projeto lindo”, argumenta sobre o filme em pré-produção e com estreia prevista para o segundo semestre.

Até então o projeto que narra a história de um menino que queria ter asas, conta com apoios de diversas empresas/coletivos amigos da economia criativa potiguar, como “Apartamento 702”, “Dosol”, “Clowns de Shakespeare”, “Centro Cultural Dosol”, “Ateliê Bar” e “Brechando” e “Copo Design”. A produção do curta-metragem é assinada pela Bobox Produções Culturais, do Arlindo Bezerra, também um dos cabeças pensantes do ABOCA Cultural.

Mas, vamos falar da festa, veja o cartaz a seguir:

Programada para acontecer das 22h até 5h da manhã (literalmente até o sol raiar), a festa vai contar com as discotecagens de Alana Cascudo (Apartamento 702), Alice Carvalho, Jéssica Petrovna, Henrique Arruda, e de Potyguara Bardo, que além de integrar o elenco do curta-metragem também vai performar durante sua discotecagem. A chamada para DRAGS que desejem participar do filme ainda está aberta, e vale ressaltar também que a festa  terá entrada gratuita para todas as queens que queiram participar ou performar na noite.

Na playlist a regra é clara: do brega ao pop, passando pelo funk, forró, indie, brasilidades, bagaceiras, 90s e muito mais, o que você tá a fim de ouvir, vai tocar. Parafraseando a frase de Renan Mateus: Não existe roqueiro quando toca Raça Negra.

Serviço

VERDE LIMÃO I – EDIÇÃO NEON NIGHT

Quando? 21 de abril de 2017 Que horas?

A partir das 22h

Onde? Ateliê Bar ( Rua Chile, Ribeira)

Quanto? R$ 10 (Só precisa confirmar presença no evento do Facebook até as 21h da sexta-feira)

R$ 15 (na hora)

FREE para DRAGS (enviar o nome para a lista contatofilmesdemarte@gmail.com até às 18h da sexta-feira)

O que foi a FEB? Dia que os potiguares foram para Segunda Guerra

Um dos momentos mais interessantes na Segunda Guerra Mundial foi a participação do Brasil. Apesar de parecer uma piada, os brasileiros tiveram uma suma importância nas últimas batalhas, no ano de 1945, no qual eles ajudaram bastante os americanos, ingleses e russos, inclusive no dia D quando Adolf Hitler (chanceler da Alemanha) e seus comparsas foram derrotados. O pessoal que participou deste momento estavam inclusos na Força Expedicionária Brasileira, mas conhecido pela sigla FEB.

Foi uma força militar aero-terrestre constituída na sua totalidade por 25.834 homens e mulheres. Era formada por uma divisão de infantaria completa (também batizada como 1ª DIE, 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária), uma esquadrilha de reconhecimento, e um esquadrão de caças. Seu lema de campanha “A cobra está fumando”, era uma alusão irônica ao que se afirmava à época de sua formação, que seria “Mais fácil uma cobra fumar cachimbo do que o Brasil participar da guerra na Europa”.  A logo literalmente era uma cobra fumando, conforme a imagem a seguir:

Mas por que diabos o Brasil participou da Guerra? No início, o Brasil se definia como um país neutro em relação aos Aliados x Eixo.as bases no Nordeste foram implantadas ainda em 1941 em troca da siderúrgica de Volta Redonda. Em 1942, o Brasil declara guerra à Alemanha. Em 1943, ocorre a Conferência do Potengi, quando ficou decidido o envio de efetivo da FEB à guerra, conforme falamos neste texto aqui.

Brasileiro durante a Segunda Guerra Mundial (Foto: Rostand Medeiros/Tok de História)

Neste período, submarinos ítalo-alemães na costa litorânea brasileira, numa ofensiva idealizada pelo próprio Adolf Hitler, que visava isolar o Reino Unido, impedindo-o de receber os suprimentos (equipamentos, armas e matéria-prima) exportados do continente americano. Além disso, tinha também por objetivo a ofensiva submarina do Eixo em águas brasileiras intimidar o governo do Brasil a se manter na neutralidade. Isto foi a gota d’água para o Brasil entrar na Segunda Guerra Mundial.

Um dos relatos que mais escuto na minha família é que o vizinho da minha avó era da FEB, mas que ele desistiu durante o caminho para Europa.

Neste período vários potiguares participaram da FEB, incluindo o Antônio Simão, que quando estava prestes a completar 80 anos, Antônio Simão do Nascimento começou a escrever constantemente em um caderninho pautado. O filho de Simão, José Clewton, curioso como nós, perguntou sobre o que estava escrevendo. O pai falava que era “nada demais”, “apenas lembranças”.

Numa destas brechadas, José Clewton descobriu que aquelas histórias consideradas “nada demais” mostra um relato surpreendente de um sertanejo que foi à Segunda Guerra Mundial e que, depois, trabalhou durante anos na construção de rodovias no Ceará. Três anos depois, o seu Antônio deixou a vida terrena e deixou as memórias em seu caderno pautado.

Somente 16 anos depois de sua morte, a família lança o livro “Memórias do meu Passado”, na próxima sexta-feira (21) de abril, às 19h, no Restaurante e Tapiocaria da Avó, localizada na Rua Vereador Manoel Coringa de Lemos, 488, na Vila de Ponta Negral, Natal. O título será comercializado no valor de R$ 50, no qual cartão não será aceito.

O livro acabou sendo estruturado com algumas divisões: inicialmente contém os relatos de Antônio Simão e depois é seguido de textos dos filhos José Clewton, Vânia Lúcia do Nascimento e da neta Fabiana do Nascimento Pereira, nos quais os relatos são inseridos em contextos históricos, sociais e arquitetônicos.

Mais fotos dos Americanos durante a Segunda Guerra Mundial (Tirei do Google Imagens)

Como é arquiteto, professor da UFRN e artista plástico, José Clewton também imprimiu nas páginas da obra alguns desenhos inspirados em postais guardados dentro de um álbum de fotografias do pai.

“Sempre tivemos uma relação muito forte com essas memórias, e acabamos incorporando-as às nossas atividades, como profissionais e como acadêmicos. Nesse sentido, entendemos que os que nós – filhos e netos – escrevemos e incorporamos nessa publicação são desdobramentos desse seu legado”, explica.

Para Clewton pode ser dada inicialmente uma ênfase ao fato de seu Simão ter sido um “febiano” e tratar dessa experiência no livro nos anos 1940. Mas o livro vai mais além: “Na fala do seu Simão está presente a história do homem do sertão, temente a Deus, bem como podemos traçar relações com o período de desenvolvimentismo pelo qual passou o país”, diz ele. E na apresentação de George Ferreira, a corroboração: “Há muitas maneiras de se contar as histórias de um país. Pela economia, pela política, pela arte, pela arquitetura, pelas mudanças de hábitos e costumes (…). Mas não podemos abrir mão de olhar com carinho para as histórias das pessoas, no que têm de representativo e de singular”.

Professor de Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo Clewton utiliza o material como fonte documental de algumas de suas aulas. E no livro, ele faz algumas releituras de postais guardados pelo pai em um álbum de fotografias da época. “No texto falo sobre essa minha relação com o álbum de fotografias e postais trazidos por meu pai, e chamo atenção tanto para a riqueza das imagens como fonte documental, como também pelo valor simbólico/afetivo delas para mim”.

Alguns trechos do livro, que é estruturado a partir das memórias de Antônio Simão do Nascimento:

1945 – “Continuando a viagem, chegamos no Rio de Janeiro na manhã do dia dois de janeiro. Já pela madrugada começou a se avistar a cidade, ficando cada vez mais visível a estátua do Cristo Redentor (…). Na noite do dia 21, após dezessete dias ininterruptos de viagem, chegamos a Nápoles. Por coincidência no dia da tomada do Monte Castelo pelas forças brasileiras, que antes do anoitecer já haviam dominado o local”.

1926 – “Foi quando comecei a despertar para a realidade. O primeiro acontecimento que me marcou e que não consegui esquecer foi na época do inverno: chovia muito à noite e acordei com um barulho enorme. Havia muitos trovões e relâmpagos. O quarto onde eu dormia era vizinho à cozinha. e com o peso da chuva, no momento de um trovão, uma parede que ficava ao lado da biqueira, de taipa, arriou. Assombrado, corri no escuro alarmando as outras pessoas da casa (…)”

1944 – “Antes de passar à praça pronta, me inscrevi para a seleção do CCC – Curso de Candidatos a Cabo. Fui aprovado em segundo lugar em uma turma de trinta e seis candidatos. Em março, passei a pronto e, em julho, concluí o curso de cabo e fui promovido imediatamente. A guerra na Itália continuava cada vez mais assoladora e o Brasil cada vez mais comprometido. No dia dois de julho foi enviado o primeiro escalão da FEB para a Itália (…)”.

Memórias do Meu Passado – lançamento
Dia: 21, sexta-feira
Hora: 19h
Local: Tapiocaria da Avó, na Vila de Ponta Negra
Preço: R$ 50 (somente em espécie)

O que é o CVV? Qual importância dele para prevenção ao suicídio?

Os manuais de redação recomendam não noticiar sobre pessoas que tiram a própria vida, pelo fato de que isto possa estimular as pessoas. No entanto, muitas pessoas utilizam este método por estar em desespero com os problemas da vida, ficar depressivo e dentre outros problemas de saúde mental. Apesar de não falar sobre o assunto, este tipo de morte é a causa de 1% da morte dos jovens brasileiros, no qual o Brechando contou nesta reportagem.

“Mas isto é pouco em comparação a morte de outros jovens”. Verdade, caro leitor, mas há 30 anos este resultado não chegava que menos de 0,5%. Ou seja, os casos quase dobraram e agora que tem séries como “13 reasons Why” e a suposta brincadeira da Baleia Azul este número pode ajudar a crescer ou até mesmo prevenir. Então, a gente vai falar neste texto sobre o CVV.

O que é isso? É a sigla para Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo.

Lá a pessoa que está depressiva liga para o número 141 (este é o número oficial, leitores) e dá o apoio emocional que o jovem merece naquela hora.

É associado ao Befrienders Worldwide, entidade que congrega as instituições congêneres de todo o mundo e participou da força tarefa que elaborou a Política Nacional de Prevenção do Suicídio do Ministério da Saúde.

O CVV desenvolve outras atividades relacionadas a apoio emocional além do atendimento, com ações abertas à comunidade que estimulam o autoconhecimento e melhor convivência em grupo e consigo mesmo em todo o Brasil. A instituição também mantém o Hospital Francisca Julia que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química em São José dos Campo (SP).

Além do telefone, eles possuem posto de atendimentos. Em Natal, o CVV possui um que fica na Rua Vaz Gondim, 778, no bairro de Cidade Alta e o atendimento é 24 horas por dia. Ou seja, eles estão dispostos o tempo todo. O telefone é (84) 3221-4111.  Ainda tem comunicação via Skype que está neste link aqui.

Além disso, o CVV tem o blog bacana sobre depressão e dentre outras atividades de melhoras à saúde mental, no qual coloco o link aqui.

Brasileiro é o 22º país mais depressivo, segundo ONU 

Segundo o ranking produzido pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável, agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU). No Relatório Mundial da Felicidade, o país caiu cinco posições em relação ao ano passado, ficando em 22º lugar entre 155 nações pesquisadas. No topo da lista estão Noruega, Dinamarca, Islândia, Suíça e Finlândia.
Para chegar a esse número, os pesquisadores perguntaram algo como: numa escada com dez degraus, onde o topo seria a melhor vida possível e a base a pior, como você se sente atualmente? Questões como expectativa de vida saudável, apoio social que as pessoas têm do governo, confiança nas instituições públicas, percepção de liberdade e generosidade foram levadas em consideração. A ideia é chamar atenção dos governos para políticas públicas que privilegiem o bem-estar e, ainda, mostrar que o PIB, a soma das riquezas produzidas pelo país, por si só não pode ser usado como indicador de qualidade de vida.