Dia que joguei tabuleiro no Mc Donald

Muitas crianças vão ao parquinho do Mc Donald’s para brincar, embora os boatos antigos dos natalenses comentarem que uma garota havia sido picada no escorrego. Mas, os adultos também jogam, para brincar de boardgame, um dos assuntos recorrentes do Brechando, a ausência de espaços públicos para este tipo de hobby fazem com que as pessoas se reúnam nos mais diferentes lugares. Além disso, ajuda a rede de fast food ter um retorno financeiro em sua unidade da avenida Salgado Filho, uma das mais movimentadas da cidade. Estou falando do evento Mc Play, organizado pelo Trmapolim da Aventura juntamente com a lanchonete, no qual acontece uma vez por mês e caixas de tabuleiro são expostas e cada pessoa pode jogar. Lá pode reunir adultos de 40 anos, jovens adultos e, até mesmo, crianças e adolescentes.

Brechando contará neste texto um pouco da experiência de participar deste evento, que começou neste semestre e a parceria tem tudo para bombar, visto que a primeira edição contou com poucas mesas e agora estão praticamente ocupando o primeiro andar do estabelecimento.

Primeiramente, eu preciso falar, novamente, que no final dos anos 90 para cá, os jogos de tabuleiro mudaram bastante,  graças ao “Colonizadores de Catan”, que ajudou no ressurgimento na produção e venda dos chamados boardgame. Mas, como assim? Cadê a ascenção dos videogames? Assim como várias áreas, a tendência dos games é fazer a convergência entre o analógico e o digital.

Quem achou que os jogos de tabuleiro estavam com os dias contados após a ascensão dos dispositivos digitais, errou. A cada ano que passa, só aumentam as vendas das empresas que apostam nos famosos passatempos de mesa, surgindo assim novas editoras brasileiras e as clássicas, como a Grow se interessando em traduzir as produções muitas vezes vindas da Europa. Nada de volta ao passado, porém: são novos jogos, mais complexos, e até mesmo um pé no mundo virtual que alimentam o crescimento de público e revigoram o setor. s objetos de interesse, na verdade, são os jogos modernos, exemplares de influência europeia (especialmente alemã, mais voltados à estratégia) ou norte-americana (associados à diversão e à sorte), cujas temáticas e mecânicas tendem ao infinito. Em sites especializados,você consegue encontrar um facilmente.
Mas, como participa do Mc Play? Primeira dica é procurar pessoas que estejam interessadas em jogar, depois é só procurar um jogo que estava exposto em uma mesa. A escolha é difícil, pois as caixas possuem artes de tirar o fôlego e são inúmeras opções. Recomendo que ande com um amigo que tenha experiência de ter jogado um das peças daquele mostruário, pois ele vai ajudar a te explicar melhor por ter já ter vivido esta experiência.
Se seu amigo não chegou, pinte aqueles papéis que estão na bandeja dos lanches:
Caso não tenha, era bom procurar Tendson e Salomão Renan, que eram os organizadores do evento e estão dispostos a explicar o que funciona cada regra, peça e dentre outras funcionalidades do jogo. De quebra, eles ainda te dão macetes de como ganhar. Preste bem atenção, pois as dicas são bastante preciosas.
Um dos jogos que participei foi o Potion Explosion, que mistura bilocas, candy crush e porções mágicas. Como funciona? São quatro jogadores, no qual cada um tem que criar porções mágicas pegando um conjunto de ingredientes representado pelas bilocas. Assim como candy crush, você só pode pegar pedrinha de mesma combinação. Portanto, quanto mais porções, mais pontos e mais chance de ganhar o jogo.  Apesar de parecer estranho, estes itens diferentes ajudam bastante a entrar na imaginação e se divertir bastante.
Em três horas, você consegue jogar até três jogos, dependendo de quais são as suas preferências.
Agora, você está imerso no universo do boardgame! Veja mais fotos a seguir:
Sobre o Trampolim da Aventura
O Trampolim da Aventura é organizado por Tendson Silva e o  nome está relacionado ao Trampolim da Vitória, nome que a cidade de Parnamirim, região Metropolitana de Natal, recebeu durante a 2ª Guerra Mundial. Inicialmente era um evento destinado aos jogos de Role-Playing Game (RPG). Quer saber um pouco mais do que é e quem organiza isso? Tendson começou a colecionar desde os oito anos de idade.

Atualmente, Silva tem (acredite se quiser!) 424 jogos de tabuleiros. Ao contrário de muita gente, ele cria este evento para reunir esta galera e poder jogá-los. A coleção cresce cada vez mais! O Trampolim da Aventura  tem um grupo de mais de 600 pessoas no Facebook. Além disso, eles também participam de outros eventos ligados aos fãs da cultura dos tabuleiros, como o Yujo Fest, Saga, CIENTEC, EXPOTEC, colégio CEI, Zona Norte Lúdica, Encontro de Jogadores de RPG em Campina Grande/PB, Instituto Metrópolis Digital da UFRN, Arena das Peças em João Pessoa/PB, Joga Fortal em Fortaleza/CE, e no Retiro Lúdico em Colombo/PR.

Maldito da MPB, Sérgio Sampaio, completaria 70 anos este ano

Nascido na terra do Roberto Carlos, Cachoeiro de Itapemirim, Sérgio Sampaio não teve a mesma sorte que o considerado na imprensa o Rei. Apesar disso, ele é reconhecido pela galera alternativa por ter ajudado a inovar a música brasileira, principalmente a MPB, no qual ficou conhecido como o “Maldito”. No anos de 70, Sampaio viveu o seu auge, pois em 1972 durante o Festival da Canção  conseguiu colocar o Brasil para cantar “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”, que até hoje é lembrada nos carnavais da vida, mas pouco lembra do capixaba que cantou e escreveu a canção.

Nascido em 1947, ele é  filho de Raul Gonçalves Sampaio, maestro de banda e compositor, e de Maria de Lourdes Moraes, professora primária, Sérgio Sampaio recebeu do pai as primeiras influências musicais, tendo curtido na adolescência grande paixão pelo repertório seresteiro de Orlando Silva, Sílvio Caldas e Nelson Gonçalves. Em 1967, enamorado da ebulição cultural do Rio de Janeiro, foi para lá em busca de um lugar no céu estrelado da MPB. Atuou por dois anos como locutor de rádio nas AMs cariocas, enquanto desenvolvia também o seu trabalho musical. Em fins de 1970, foi descoberto acidentalmente pelo produtor Raul Seixas, quando acompanhava ao violão um aspirante a cantor, num teste na gravadora CBS.

Foi lá que surgiu o polêmico disco “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez”, que contou com a participação de Raul, Sérgio e o roqueiro Edy Star e Míriam Batucada.  Era uma verdadeira sessão de escracho, com paródias e pastiches musicais temperadas com um humor corrosivo, esse trabalho trazia algumas parcerias de Sérgio e Raul, como o xote elétrico “Quero ir” e o acid rock “Doutor Pacheco”.  Esse disco causou um grande alvoroço, que fez Seixas ser demitido da gravadora.  Depois do disco, veio Festival Internacional da Canção, falado anteriormente, e depois veio o seu primeiro LP, que levou o título de seu maior sucesso. Embora trazendo sambas de apelo popular (“Cala a Boca, Zebedeu”, de autoria de seu pai, e “Odete”) e incursões personalíssimas pela música pop (“Leros e Leros e Boleros”, “Eu Sou Aquele Que Disse”), o disco teve uma vendagem modesta, além de ser recebido pela crítica com desapontamento notável.

A turma que gravou o Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez

No início de 1974 saiu o compacto “Meu Pobre Blues / Foi Ela”. A primeira, uma dúbia elegia ao conterrâneo Roberto Carlos, de letra desconcertante, alcançou boa repercussão. Foi sua despedida da Phillips. Ele só retornaria à cena musical em 1975, já na gravadora Continental, lançando o compacto “Velho Bandido / O Teto da Minha Casa”, com boa aceitação popular e críticas muito favoráveis. Ainda em 1975, a irônica marchinha “Cantor de Rádio”, onde o artista alfinetava a indústria musical, foi incluída no LP “Convocação Geral nº 2”, da Som Livre.

Em 1976, Sérgio lançou seu segundo LP, “Tem Que Acontecer”, considerado por muitos seu melhor trabalho. No ano seguinte, lançou um compacto com a música “Ninguém Vive Por Mim”, que apresenta um pop altamente suingado, foi bem executada nas rádios, apesar da letra cáustica, novamente enfocando a difícil relação do compositor com a indústria do disco. Foi o derradeiro trabalho de Sampaio por uma gravadora oficial. Dali em diante, já arrolado entre os “malditos” da MPB, ele seria um artista independente, sem gravadora e sem música no rádio, vivendo apenas de shows eventuais para um séquito fiel de admiradores em todo o país.

Em 1981, Erasmo Carlos gravou em seu LP “Mulher” a canção “Feminino Coração de Deus”, composta por Sérgio especialmente para ele. No ano seguinte, Sampaio lançou o disco independente “Sinceramente”, patrocinado pela sua esposa. Como o título sugeria, um trabalho de grande desnudamento pessoal do compositor, que acabou não só com sua carreira, mas também com a saúde.

Durante os anos 80, o artista viveu praticamente no limbo profissional, com escassos shows em bares a minguados cachês. Em seus longos retiros em sua cidade natal, porém, ele compunha sempre e cada vez melhor. Suas melodias se tornaram mais elaboradas, ao mesmo tempo conservando seu despojamento tão característico. Passou a criar harmonias com maior esmero e sua poesia atingiu o perfeito balanço entre lirismo, humor, perspicácia e concisão.

Completamente afastado da mídia, após a separação volta para a casa paterna e em seguida para o Rio. A carreira só experimenta um recomeço quando se muda, no começo da década de 1990 para a Bahia, quando velhos sucessos são novamente lançados por Elba Ramalho, Luiz Melodia, Roupa Nova e outros. Em 1994 acerta com a gravadora Baratos Afins o lançamento de um disco com músicas inéditas, mas por consequência da vida desregrada, falece de pancreatite antes de concretizar o projeto.

Homenagem potiguar

23 anos após a sua morte, um compositor e cantor potiguar, Yrahn Barreto, resolveu homenagear Sampaio com uma apresentação chamada Semana do Sampaio. “Nada mais justo do que homenagear esse grande artistas com um tributo”, disse Barreto em seu release, que também citou a adoração por Sampaio vinda de outros artistas brasileiros, como Zizi Possi, Maria Bethania, Luiz Melodia e dentre outros.

Nesta quinta-feira, no dia 13 de abril, a partir das 19h no Teatro de Cultura Popular (TCP), Yrahn Barreto e banda, junto a convidados de peso irão homenagear o “velho bandido”. O ingresso custa 10 reais a meia.

A banda de Barreto conta com Carol Benigno na sanfona, Darlan Marley na Bateria e Paulo Milton no Contrabaixo. O show também contará com a participação do cantor e compositor Antônio Ronaldo, as poetas Civone Medeiros, Ana Mendes, Sônia Santos e Plínio Sanderson.

QUANDO? 13 DE ABRIL
ONDE? TEATRO DE CULTURA POPULAR (TCP)
QUANTO? 1˚ LOTE (20 R$ INTEIRA) (10 R$ MEIA)
PRODUÇÃO: Jamilly Mendonça.

Quiosques de Ponta Negra terão limite de mesas para pôr na praia

A Prefeitura do Natal anunciou, a partir de suas redes sociais, nesta quarta-feira (12), que agora existem áreas delimitadas para que as mesas de bares, quiosques e restaurantes coloquem sobre a praia de Ponta Negra. Para quem nunca foi a praia, muitas vezes os banhistas e turistas ficavam nas cadeiras que pertenciam aos donos dos quiosques existentes, no qual cobrava, no mínimo, 10 reais para poder se sentar com a família.

Se quisesse levar a sua própria cadeira de praia ou sobrinha, deveria procurar lugares mais desertos, como a parte próxima da Via Costeira ou nas pedras do Morro do Careca.

Essas mudanças anunciadas pela Prefeitura faz parte da nova etapa do Plano de Ordenamento, Gestão e Fiscalização Integrada da Orla de Ponta Negra, que entra numa nova etapa. Em maio será iniciado pela Semurb um curso de capacitação em Gestão Ambiental, voltado especialmente para os comerciantes de Ponta Negra. Eles vão receber noções de educação ambiental, acondicionamento correto dos resíduos, orientações sobre o código de defesa do consumidor, entre outras informações.

Outras ações estão previstas para acontecer. São elas credenciamento do comércio ambulante, padronização de cadeiras e guarda-sóis, das lixeiras e a sinalização dos equipamentos, como quiosques.

O plano foi criado em março deste ano pela Prefeitura e é uma forma de criar novas regras para os hoteleiros, bares e restaurantes, quiosqueiros, ambulantes, artesãos, locadores de mesas e cadeiras e também de atividades náuticas que ficam na Praia de Ponta Negra. Essas regras foram criadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e resultado da decisão judicial da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, que determina que a Prefeitura promova o ordenamento da praia, impedindo a prática das atividades potencialmente poluidoras e a utilização indevida dos espaços de uso comum do povo. O trabalho será feito em etapas e com ações de curto, médio e longo prazo.

O plano de Ordenamento, Gestão e Fiscalização foi construído a partir de estudos técnicos de Capacidade de Suporte e na realidade atual de Ponta Negra, inclusive a ambiental.

As áreas da praia foram delimitadas de forma sustentável, estabelecendo-se as normas gerais e especiais relativas à localização, funcionamento e posturas aplicadas a todas as atividades desenvolvidas nos espaços públicos. Por exemplo, existirão áreas exclusivas para usufruto dos usuários com a colocação de esteira e guarda-sol particulares, espaços para a prática esportes como futebol, frescobol, futevôlei e afins.

Bem como áreas para locação de equipamentos náuticos conforme normas vigentes, áreas para pesca artesanal e atracagem de embarcações e locais específicos para a operação das atividades dos quiosques, locadores de mesas e cadeiras e artesãos.

As principais mudanças previstas após a implantação do plano estão relacionadas ao número máximo de equipamentos de praia que podem ocupar cada uma das faixas de forma sustentável, respeitando os acessos à praia como rampas e escada, bem como a forma e locais adequados para o acondicionamento desses. Isto é, pelo plano ficou estabelecido que cada quiosqueiro e locador de mesas e cadeiras terá direito a 15 conjuntos de mesa/cadeira/sombreiro, que deverão ser guardados após o uso em local especial.

Outro ponto importante diz respeito ao comércio informal dos ambulantes que não poderão ter pontos fixos nas faixas de areia ou calçadão. Além dos artesãos que serão relocados para uma área provisória até a construção de um centro de artesanato nas proximidades da orla.

A proposta é melhorar a qualidade ambiental, paisagística e as condições de uso da orla para a população em geral e turistas, o que vai contribuir para o crescimento econômico e sustentável da cidade. Durante o processo os comerciantes receberão orientações de uso sustentável da área, com palestras promovidas pelo Setor de Educação Ambiental da Semurb. Além disso, a Prefeitura já realizou audiências de esclarecimento com cada um dos segmentos no mês de fevereiro onde as especificações, normas e próximas etapas do ordenamento foram apresentadas.

#NossaOrla Passados 30 dias da implantação do Plano de Ordenamento, Gestão e Fiscalização Integrada da Orla de Ponta Negra, os resultados obtidos foram positivos. A nova etapa será para consolidar e aperfeiçoar o trabalho com o licenciamento e a aplicação das regras para o funcionamento do comércio da área. Em maio será iniciado pela Semurb um curso de capacitação em Gestão Ambiental, voltado especialmente para os comerciantes de Ponta Negra. Eles vão receber noções de educação ambiental, acondicionamento correto dos resíduos, orientações sobre o código de defesa do consumidor, entre outras informações. Outras ações estão previstas para acontecer. São elas credenciamento do comércio ambulante,padronização de cadeiras e guarda-sóis, das lixeiras e a sinalização dos equipamentos, como quiosques.  #NatalaNossaCidade

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As ações do Plano de Ordenamento, Gestão e Fiscalização são executadas pelo grupo de Operação Integrada para a Orla de Ponta Negra, coordenado pela Semurb e formado pelas secretarias de Serviços Urbanos (Semsur), de Saúde (SMS) com a Vigilância Sanitária, de Mobilidade (STTU) e de Defesa Social (Semdes) com a Guarda Municipal. Além disso, contam com o apoio da secretaria de Assistência Social (Semtas), de Turismo (Setur), de Obras Públicas e Infraestrutura (Semov), de Cultura (Secult), do Procon Municipal e da Urbana.

O grupo de Operação Integrada foi criado em janeiro de 2016 e realizou levantamentos de dados de cadastro dos comerciantes formais e informais, que desenvolvem atividades na Orla e fiscalizações para coibir as irregularidades. Também foram aplicadas pesquisas de opinião com todos os usuários, estudos e levantamentos técnicos. Esses dados serviram para a construção deste Plano de Ordenamento.