Um peixe boi foi flagrado na praia de Ponta neste domingo

Durante um passeio de barco, da manhã deste domingo (19), um grupo de turistas e guias locais conseguiram ver um peixe-boi navegando na parte mais profunda da praia de Ponta Negra. O grupo Jangada Show, responsável pelo passeio chegou a filmar o flagra, que deixou os turistas boquiabertos. Ainda conseguiram ver alguns golfinhos, que são comuns nadarem próximo ao litoral potiguar.

No vídeo , que pode ser visto neste link, não consegue ver muito legal o peixe-boi, mas vamos trazer uma imagem que achamos do Google do animal.

É um animal que possui um grande corpo arredondado, com aspecto semelhante ao das morsas. O peixe-boi-marinho pode medir até quatro metros e pesar 800 quilos, enquanto o peixe-boi-da-amazônia pode chegar ate 2,5 metros e pode pesar até 300 quilos. Habitam geralmente em águas costeiras e estuarinas quentes e rasas e pântanos.

No Brasil, o peixe-boi-marinho habitava do Espírito Santo ao Amapá, porém devido à caça, desapareceu da costa do Espírito Santo, Bahia e Sergipe. Sim, é um animal que se encontra em ameaça de extinção. Alimentam-se de algas, aguapés, capins aquáticos entre outras vegetações aquáticas e podem consumir até 10% de seu peso em plantas por dia e podem passar até oito horas por dia se alimentando.

 

 

Músico da Escola de Música da UFRN é contratado para Orquestra de Minas Gerais

O jovem violoncelista Lucas Barros, da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), agora faz parte da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, grupo sinfônico criado em 2008, no qual o seu diretor Artístico e regente titular é o maestro Fabio Mechetti.

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais é administrada pelo Instituto Cultural Filarmônica, entidade privada sem fins lucrativos que possui o título de Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e é parceira do Governo de Minas Gerais neste projeto. A estruturação e manutenção da Filarmônica de Minas Gerais é viabilizada por um termo de parceria firmado pelo Instituto com a Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais.

A Filarmônica de Minas pode receber tanto recursos públicos como da iniciativa privada, através das leis de incentivo à cultura ou de doações. Desde seu primeiro ano de atividades, a Orquestra tem como principal financiador o Governo de Minas Gerais, sendo o leque de apoiadores e patrocinadores ampliado a cada temporada.

A gente já falou do jovem quando venceu o concurso internacional David Popper, na Hungria. A competição foi realizada na cidade de Várpalota e reuniu 82 violoncelistas de 24 países.

O nome da premiação é homenagem ao um dos grandes músicos de violoncelo do mundo. Nascido na República Tcheca, porém foi um dos primeiros professores do Conservatório de Budapeste, capital da Hungria, onde ensinou diversos artistas, como Arnold Földesy, Jenő Kerpely, Mici Lukács, Ludwig Lebell e Adolf Schiffer.  Além disso, Popper escreveu quatro concertos, nos quais são reproduzidos até hoje. David Popper faleceu em Baden, na Bélgica, no dia 7 de agosto de 1913.

Um dos organizadores do concurso é o violoncelista Czaba Onczay, professor catedrático da Academia Liszt, em Budapeste, e vencedor do Concurso Villa-Lobos, no Rio de Janeiro, em 1976.

Agora, Barros está na lista dos vencedores junto com grandes violoncelistas, como Robert Nagy – Primeiro Violoncelo da Orquestra Filarmônica de Viena – e Andrei Ionut – último vencedor do Prêmio Tchaikovsky.

Nascido em Belo Horizonte, em uma família de músicos, Lucas Barros já se apresentou como solista de orquestras como a Filarmônica de Minas Gerais, a Sinfônica de Minas Gerais, SESI-MG e a Sinfônica da UFRN, atuando junto a maestros como Roberto Tibiriçá, Abel Rocha e André Muniz.

O estudante da escola de música também já se apresentou no Festival Villa-Lobos, no Rio de Janeiro, em 2014, em decorrência do segundo prêmio conquistado no Concurso Internacional de Violoncelo do Rio Cello Encounter, em 2013.

Este não foi o primeiro prêmio que Lucas Barros venceu neste ano. Em janeiro, ele conseguiu uma bolsa na Orquestra Sinfônica de Berlim (DSO). Atualmente, realiza estágio como bolsista do Mozarteum e está finalizando seu curso na EMUFRN, onde atuou, nos últimos anos, como bolsista da Orquestra Sinfônica da UFRN e do grupo UFRN CELLOS.

Incrível hábito de transformar lugares públicos em festa

Natal gosta de baladas gratuitas, hoje posso dizer que é uma característica típica do natalense tratar os lugares públicos da cidade como uma grande praça do interior, no qual fazem todo tipo de festa possível. Reza a lenda que muitos bairros surgiram na cidade pelo fato das pessoas se encontrarem em determinados lugares e fazer com que pessoas começassem a instalar comércio nas redondezas.

A Praça do Gringos, que era uma pacata praça com moradores em volta, virou o point do carnaval natalense. O estacionamento do Carrefour virou ponto de balada e isso também aconteceu com a Praça da Mitsubishi, Deck do Astral na Praia de Ponta Negra e dentre outros lugares públicos.

Se alguém fazer qualquer evento público no Facebook chamando apenas para reunião e trazer apenas a sua bebida, pode apostar, que vai ser sucesso e a população das quatro zonas urbanas estará presente. Sim, todos unidos em nome de uma razão: beber. Muitas vezes as festas podem ocorrer de forma tranquila e sem brigas, outras terminam em confusão.

Foi o que aconteceu quando fui brechar uma festa organizada pelo grupo de Teatro Eureka, que existe desde 2014 e faz peças teatrais com pensamento crítico. A festa se chama “Aula Extra do Seu Dionísio” e acontecia no Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Sempre fico brincando que o espaço é um anexo do Setor de Aula II (falarei desta linda área em breve), onde as pessoas podem encontrar os amigos, manifestar a sua arte ou pagar algumas matérias.

É lá que ficam os cursos de design, teatro, dança e artes visuais.

Catuaba ❤️❤️❤️

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O Seu Dionísio não encontrei, infelizmente. Ele devia estar, provavelmente, nos olhando no Olimpo, curtindo a sua função de fornecer vinho e festa ter sido mais uma vez bem sucedida. Acho que chegou a descer para ficar dançando ao som das atrações. Mas ele forneceu algumas regrinhas para os participantes. Veja:

Grupo de Teatro Eureka
Ontem às 00:25 ·
Senhores e senhoras ALUNXS,
Seu Dionísio mandou passar alguns avisos pra VCS, pra que a nossa Aula Extra tenha uma vibe super positiva!
1. Jogue seu LIXO NO LIXO. Teremos LIXEIRAS espalhadas pelo local, ENTÃO, Colaborem com Seu Dionísio e também com o nosso planeta.
2. Como todo mundo já ta cansado de saber, por decisão dos boy da justiça, fica PROIBIDA A VENDA DE AMBULANTES no interior da UFRN, e assim sendo, nada de ambulantes peloAMORdeDionísio!
3. Também não será permitido nenhuma espécie de venda que não seja da organização da festa que ralou muito nos últimos dias para fazer esse evento e para tanto, contamos com a ajuda de vocês pra pagar os custos do evento, das atrações e da coisa toda e tudo mais!
3. Teremos vendas de uns “paranuês” lá pra todo mundo ficar feliz, então comprem! NADA DE MISÉRIA! Hehehe!
4. Divirtam-se com juízo e com moderação! RESPEITEM o espaço da UNIVERSIDADE o Patrimônio Público e coisa e tal. .
5. Respeitem as boys, não é não.
6.Evitem brigas. O mundo pede paz!
E mais importante lembrem que além de Seu Dionísio essa festa ta sendo organizada por estudantes, assim como vocês, e pra que tudo ocorra bem, precisamos da colaboração e bom senso de todos!
Informamos ainda que PARTE DA ARRECADAÇÃO dessa festa é para angariar recursos para a realização dos projetos culturais do Grupo de Teatro Eureka!
Então colaborem com quanto quiser e poder!
E acima de tudo divirtam-se!
AFINAL,
ESSA É A MELHOR AULA EXTRA QUE VOCÊ RESPEITA!

Quem achava que ficaria só a turma de humanas da UFRN, está enganado, pois veio todo mundo da UFRN e mais agregados a dividir catuaba, vinho e outras bebidas alcoólicas. Eram carros de som tocando funk e a galera dançando até o chão, pessoa ficando no palco requebrando ao som dos djs que estavam por lá. Resolvi ficar aonde 90% do povo estava: rodando o Deart para encontrar os amigos.

Quando uma festa é de graça, a única certeza: vá acompanhada que depois encontra mais 15 pessoas e encontra a sua galera da festa. Foi exatamente o que aconteceu, cheguei acompanhada do meu namorado e encontrei todas as pessoas que conhecia até encontrar a galera que resolveu ficar unida no rolé, no qual ficamos dançando, bebendo vinho e Selvagem, a catuaba.

Qual o segredo do sucesso? Simples, faça um evento público com três e quatro pessoas populares da cidade, no qual cada um chama 1000 pessoas (lembrar do público-alvo que quer atingir, cuidado para não ter confusão), contratar empresa de banheiro químico (importante! Ninguém gosta de cheirar xixi podre!) e permita que os amigos convidem outros amigos. Assim consegue fazer com que milhares de pessoas se reúnem num espaço diminuto e que não tenha confusão.

Antigamente, nos tempos que a internet não existia, as pessoas divulgavam estas festas através de panfletos feitos a mão ou fazendo convite boca-boca, chamando os amigos dos amigos dos amigos.  Foi assim que muitas tribos urbanas e movimentos sociais da cidade surgiram ou nasceram festas históricas, quando um ou vários grupos se uniam por uma determinada causa.

A falta de criação de opções de lazer populares fizeram com que essas praças continuassem a ser motivo de festa e o Facebook foi um elemento a mais de propaganda.

A festa começou às 22 horas e aqueles que já estavam dentro da UFRN (pagando matéria a noite) estavam fazendo plantão para começar o grande momento. Quem chegou mais atrasado, cuidado que tinha carro estacionado em quase toda a marginal da BR-101 ou deveria pedir um Uber/Táxi. A medida que os rolés, que aconteciam na outra cidade, ficavam chatos, as pessoas corriam para UFRN.

Consegui estacionar, hora de procurar aonde entrar pelo Deart, que poderia ser andando pelas laterais, no qual uma é pavimentada e outra não. Se você fosse na primeira citada, encontraria um paredão de gente dançando funk até o chão, cantando Pabllo Vittar, beijando a galera ou fumando. Não necessariamente nesta ordem. Agora a segunda missão: encontrar a galera e não necessariamente pode ser um amigo ser humano, um cavalo também serve. E não estou falando de pessoas com máscara de cavalo.

Sim, cavalos, gatos e saguis eram os animais mais comuns de encontrar circulando pelas árvores e praça do Departamento de Arte. Ainda não encontrou a galera? Tente ligar e procure ser mais específico possível, pois vai se perder ou encontrar. Não necessariamente nesta ordem.

Encontrou a galera, ótimo momento para conversar e conseguir angariar bebidas de forma gratuita. O pessoal estara tão bêbado que faz caridade com qualquer coisa, desde selinho até uma garrafa de catuaba. Sim, isso é normal nas festas de Natal, no qual Ibiza (da Espanha) tem que aprender. Foi assim que as pessoas ficaram na UFRN até o dia amanhecer.