Escola potiguar adota dois livros de editora potiguar como paradidáticos

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Na época dos processos seletivos para ingressa à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), dentro da lista dos paradidáticos estavam livros produzidos por escritores potiguares, como “O Horto”, da poeta Auta de Souza. Apesar da UFRN ter adotado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de ingresso, algumas escolas ainda adotam livros produzidos no RN como paradidáticos aos seus alunos. Foi o caso do colégio CDF, que adotou dois livros da editora Jovens Escribas para os seus estudantes. Os escolhidos foram “A noite que nunca acaba” e “Crônicas na Escola”, ambos escritos por Carlos Fialho, um dos cabeças pensantes do selo.

O primeiro livro citado narra a história de ma série de assassinatos de estrangeiros que chegaram à cidade para usufruir dos serviços sexuais prestados por menores de idade; a implicação de um grupo de jovens em crimes bárbaros praticados nos anos recentes; a trajetória de uma menina que acabou morta ao tentar sair da prostituição; uma epidemia avassaladora provocada por um vírus haitiano transforma a outrora pacata cidade para todo sempre; um grupo de sobreviventes tenta superar uma situação de confinamento; uma mulher e um homem que tentam viver na traumatizada cidade pós-apocalíptica que lhes foi legada; um homem que prefere enxergar a vida com outros olhos.

Histórias que têm ou não relação entre si, narrativas construídas com pitadas de fantasia e toques de mórbido absurdo, baseadas no impulso de contar uma realidade possível, ainda que pouco provável.

A segunda obra, por sua vez, traz uma coletânea de divertidas crônicas do autor Carlos Fialho adaptadas a uma linguagem livre, atualizadas com os novos tempos e apropriadas para serem lidas por jovens de todas as idades e até trabalhadas em salas de aula.

Os Jovens Escribas foi um dos primeiros selos independentes do Rio Grande do Norte. Começou em 2004. A editora foi criada pelo publicitário Carlos Fialho que resolveu juntar com outros jovens, Patrício Júnior, Daniel Minchoni e Thiago de Góes, que tinham a mesma vontade dele: publicar livros. Mas também, eles conseguiram publicar livros de outros autores consagrados, como Nei Leandro de Castro. Agora, eles também lançam livros de outros escritores brasileiros e participam de diversos eventos literários.

Mais livros potiguares nas escolas!

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