Holandês Voador está de volta em atividade

A apresentação acontecerá no dia 19 de março, no Porão das Artes, que fica em Pium, na cidade de Parnamirim, região Metropolitana de Natal. O grupo é conhecido pelas composições autorais e estava há algum tempo em hiato. A banda surgiu em meados dos anos 2000 e possui influências entre Ska, Reagge, Rockabily, Blues, Jazz, MPB e dentre outros estilos.

A banda é formada por Alain Souza (guitarra e voz), Melky Medeiros (baixo), Caju (percussâo e sopro) e Fernando Filgueira (bateria).

O nome é inspirado numa lenda de um navio fantasma holandês que supostamente vaga pelos mares até o fim dos tempos sem poder aportar. Segundo as lendas do mar, é “um veleiro que navegava de contra ao vento, uma característica marcante desse navio”. Se saudado por outra embarcação, a tripulação tentará mandar mensagens para terra ou para pessoas mortas há tempos. A história serviu de inspiração para o compositor alemão Richard Wagner, ao criar a ópera de mesmo nome.

Quem vai abrir a apresentação será Júlio Lima e Hotel Dolores. Os primeiros 50 pagantes terão direito a um encarte gratuito para acompanhar as letras (os demais, podem adquirir o mesmo a parte).

Para acompanhar a banda, siga a fanpage.

Confira a performance dos caras a seguir no 1º Festival Cooperativista de música, que aconteceu no Teatro de Cultura Popular (TCP):
https://www.youtube.com/watch?v=21s-6EZAXCk

O Holandês Voador(Rock/Blues Experimental)
Julio Lima (Música Potiguar Brasileira)
Hotel Dolores (Rock n´Roll)
Discotecagem: Potyguar Style

Serviço:
Quando? 19 de Março, 16h
Onde? Porão das Artes(Pium)
Quanto? R$12,00

Regina Azevedo faz piruetas em seu mais novo livro

Lendo os poemas de Regina (sem olhar a orelha do livro e a parte de trás) a gente pensa que é uma pessoa com mais de 20 anos. Mas, muita gente cai para trás quando descobre que ela tem apenas 17 anos e já está em seu terceiro livro, que será lançado nesta semana em Natal. A jovem fala de amor, sentimentos, frustrações, sobre ser mulher, angústias e dentre outras coisas.

Nosso bate-papo diferentão foi um misto de terapia com informalidade, uma vez que eu e a entrevistada já trabalhamos juntas n’O Chaplin.  Temos muita coisa em comum: falamos o que pensamos. Regina, apesar de jovem, ela não guarda as coisas, a sua caixinha de pensamentos está sempre aberta.

“Já teve muita manchete me chamando de revelação da poesia nacional. Eu gosto de ser o mascote, mesmo. Sou nova. Tenho consciência disso. E estudo muito, muito mesmo. Filosofia, História da Arte, Semiótica, Cinema… Não apenas em cursos, mas em pesquisas orientadas, em experiências, às vezes até de maneira autodidata. Mas pesquiso e leio muita poesia também. E tem que ler mesmo. Quem quiser puxar minha orelha, que o faça para eu ler mais, ou para refletir mais sobre algum verso, algum poeta, para repensar alguma posição minha,  pode puxar”.

A poesia é seu diário, mas também ela quer procurar para se aperfeiçoar com a finalidade de fazer o melhor possível. Portanto, apesar das conquistas, ela não considera a melhor poeta do mundo e muito menos tem uma autoestima no estilo Susana Vieira. “Jamais (risos)”, disse Regina rindo quando perguntei sobre ego e autoestima usando a atriz citada como parâmetro.

Mas também isso não quer dizer que gosta de ouvir hater. “Só não admito as abordagens que vem com “você é mulher, não deveria escrever sobre sexo”, “você é muito nova para escrever assim”, etc.”.

Foi aí que questionei: “Mas, os seus pais pensam quando ler os seus poemas de sexo. Eles se preocupam?”. Ela respondeu: “Não, eles são normais. Pode colocar esta resposta bem arisca (risos)”.

O lançamento do “Pirueta”, seu mais novo trabalho, fecha a programação da Semana da Poesia da Prefeitura do Natal. Será na próxima quinta-feira (16), na galeria Newton Navarro, na Fundação Capitania das Artes (Funcarte), na Avenida Câmara Cascudo, no bairro da Ribeira.

O livro reúne poemas que dialogam sobre o amor visto de diversas maneiras. Mais que uma antologia de poemas de amor, o livro é sobre uma fase difícil e bonita, que, de acordo com um dos versos, é sobre aprender a “dizer amor quem diz festa”, mas também sobre ler o mundo, autoconhecimento e perda.

Nos últimos dois anos, Regina passou por uma explosão de mudanças, a avó com que tinha muito apego deixou a vida terrena, terminou o namoro de dois anos, mudou de escola e muitas amizades deixaram de existir. Então, ela passou por um mais novo período de desconstrução, no qual teve atravessar de uma extremidade a outra fazendo uma manobra.

“Os poemas foram escritos numa fase de muita queda e muita dança. Muita gente indo embora, muita gente chegando. Eu vi a modificação dos espaços: camas vazias, novos tênis chegando à beira da cama. Uma pirueta requer coragem e malemolência. A queda e a dança são as possibilidades ali contidas – e se completam.”, disse.

Pirueta tem edição de 80 páginas através do selo DoBurro (SP) do poeta potigua/pernambucano/paulista Daniel Minchoni. O livro tem duas opções de capa (uma laranja, outra roxa) e pode ser adquirido ao preço de R$ 30 cada. Confira as capas a seguir:

A poeta descreve que o  Pirueta é o registro do amor chegando até mim com uma máscara de estripulia. Ela ainda diz que os poemas acabam viajando junto nesse processo de vazio, que também é de preenchimento. O livro é sobre amar dançando e caindo: no ponto mais bonito da pirueta e também na queda.

Entretanto, o passado não pode apagar, mas ao mesmo tempo pode se transformar em poesia.

“Na verdade, eu tive que desmistificar algumas coisas pra mim mesma. Não acredito que pessoas se substituam. Não acredito em “superação” de tal acontecimento? A superação real, pra mim, é  conseguir olhar com outros olhos. Eu sinto a falta da minha avó todos os os dias da minha vida. Do meu avô, idem. E de muitas outras pessoas. Outro dia fui dar uma palestra e uma das pessoas na plateia disse que me viu no velório da minha avó, e que eu era a que mais chorava, não conseguia sair de perto… Eu acho que não se supera esse tipo de coisa.  Os amores mais lindos da nossa vida, quem esteve ao nosso lado, quem viu a gente aprendendo a andar, quem nos fez muito feliz. Não se deixa pra trás. Não se esquece. Isso fica marcado na gente e faz parte do que nós somos.”.

Além de Pirueta, ela é autora dos livros “Das vezes que morri em você” (2013) e “Por isso eu amo em azul intenso” (2015), pela editora Jovens Escribas. Ainda é estudante de Multimídia no IFRN, criadora do Sarau Iapois, Poesia! e escreve para sites como o O Chaplin e Apartamento 702. Seus poemas figuram em museus, filmes, camisetas, antologias e revistas pelo país.

Este Trono de Ferro do GoT foi produzido por um potiguar

Quem assiste a série “Game of Thrones”, que está perto da exibição da sétima temporada, sabe o que é o trono de ferro. Para quem não sabe, é o assento dos Reis dos Sete Reinos, e também é habitualmente utilizado como um recurso de metonímia para se referir à autoridade do rei.

Sentado nele, o Rei realiza audiências e aplica justiça, e outros indivíduos atuando em seu nome, como sua Mão ou o Regente, podem sentar no Trono em sua audência. A cadeira em si é dura e fria, com muitas bordas afiadas.

O Trono de Ferro foi construído pelo primeiro Rei dos Sete Reinos. Aegon, que ordenou a construção de um Trono com as espadas fundidas dos inimigos que venceu; supostamente, mil lâminas foram utilizadas, aquecidas pelo fogo soprado pelo dragão Balerion; a forja levou cinquenta e nove dias. É cheia de espetos, bordas afiadas desconfortável e metal torcido.

O cosplayer e artesão Kayo Pantoja, o Kmaker, recentemente divulgou em sua página no Facebook a elaboração de um trono de ferro para o Saga de Entretenimento, que acontecerá entre os dias 21 a 23 de abril, no Centro de Convenções, no qual os detalhes podem ser vistos a seguir:

O artista ainda prometeu que iria falar como foi o procedimento do objeto no seu canal do You Tube, onde ele conta como faz os cosplays.

Aqui segue a imagem do trono original da série e o feito por Kayo.

Sobre Game of Thrones 

Baseada nos livros de George R.R. Martin, a série, que vai para a sua sétima temporada,  mostra duas famílias poderosas disputando um jogo mortal pelo controle dos Sete Reinos de Westeros para assumir o Trono de Ferro. A série é baseada na série de livros As Crônicas de Gelo e Fogo, escrita por George R. R. Martin, com seu título sendo derivado do primeiro livro.

A série entrou para o Livro de Recordes como a série de drama com a maior transmissão simultânea ao redor do mundo. O número foi alcançado graças ao episódio 2 da quinta temporada.

Game of Thrones é uma das maiores audiências do canal HBO e foi uma série importante por resgatar o gênero fantástico para as telinhas.  Além de livros e série, ele também é tema de jogos digitais e analógicos e dentre diversos outros produtos midiáticos.