Sabia que mulheres podem programar?

Na história da computação haviam mulheres que arrasavam no assunto. A matemática Ada Augusta Byron King criou um algoritmo para o cálculo de Bernoulli, ficando conhecida como a primeira mulher programadora da história. Outra mulher que foi uma das importantes mulheres na área de computação foi a americana Grace Murray Hoper, que trabalhou na programação da série de computadores Mark I, um dos primeiros computadores digitais.

Apesar de grandes feitos, são poucas que ainda estão no mercado. Afinal, as mulheres fazem parte de uma porcentagem muito pequena dos desenvolvedores de software – elas são 11,2%, de acordo com uma pesquisa de 2013 – e a presença do sexismo em todos os lugares na indústria de tecnologia

A ideia desta matéria é homenagear as mulheres que querem quebrar a regra e desmistificar a lenda de que mulher não é boa em matemática, computação ou em qualquer área de exatas. Sim, existem mulheres que são boas nas áreas tecnológicas e precisam apenas de boas oportunidades.

Não é novidade que as mulheres têm pouca participação no mercado de tecnologia. No entanto, diversas iniciativas surgiram para reverter esse quadro. Mulheres de todo o mundo se mobilizaram e passaram a criar seus próprios espaços para discutir sobre tecnologia, aprender novas linguagens de programação e desenvolver projetos inovadores, e algumas tiveram até apoio de suas empresas ou universidades.

Algumas mulheres, inclusive as potiguares, já trabalham na área, como é o caso de Giuliana Bezerra, que sempre gostou de matemática e queria experimentar um curso da área de ciências exatas. “Foi aí que encontrei o curso de ciência da computação.Poderia utilizar a matemática teórica e aplicá-la para obter resultados tangíveis”.

Uma das dificuldades quando deparou ao entrar no curso foi a falta da prática do idioma, visto que precisa saber bastante inglês, principalmente os termos técnicos e é muito caro para investir no seu profissionalismo. “Cursos nessa área são caros de manter. Ter bons computadores, livros, disponibilidade para viajar para congressos e principalmente tempo para estudar acabam consumindo muito o indivíduo. Além disso, é necessário conhecer outros idiomas, principalmente o inglês pois os melhores materiais não são traduzidos. Dependendo da universidade existe um apoio muito grande aos alunos, o que ajuda bastante”.

Giuliana Bezerra, programadora

A medida que foi desenvolvendo no curso, ela começou a cada vez mais gostar da profissão que inseriu. “Programar é ser capaz de explorar todo o poder que uma linguagem te proporciona. É ser capaz de dizer o que você quer que um computador faça apenas falando a língua dele, e ele se encarrega de mostrar o resultado para você. Essa para mim é a melhor parte! Ser capaz de fazer praticamente qualquer coisa no computador, se esforçar para alcançar algo e depois ver o fruto do seu esforço. É bem empolgante! Particularmente, gosto mais de desenvolver a parte lógica dos programas, pois explora mais a matemática para resolver problemas”.

Quando entrou no curso, ela percebeu que era uma das poucas mulheres que estavam dentro do curso, mas isto não foi motivo para desistir. Mas, ela conseguiu se formar e hoje trabalha na área.

Apesar disso, nunca sofri nenhum tipo de inferiorização até porque sempre me esforcei muito para ser uma aluna e profissional acima da média. Não importa se você é mulher, deficiente, negro, pobre, se você for bom no que faz as pessoas vão acabar te respeitando, embora o que realmente importa é que você mesma vai se respeitar. Não existe preconceito que sobreviva a demonstração de capacidade do indivíduo, e embora talvez haja um julgamento à primeira vista pelo fato de você ser a única mulher da turma (o que era o meu caso), ele não dura muito tempo quando você mostra competência e segurança no que faz. O importante é focar em você, sem pensar na impressão que vai dar aos outros. Reputação acaba vindo como consequência secundária do esforço.

Giuliana foi uma das poucas meninas a se formar na turma de Ciência da Computação (Foto: Alex Noberto)

Mesmo trabalhando, ela reconhece que as mulheres na área de TI ainda são discriminadas “É comum ver mulheres associadas principalmente a áreas de TI que não envolvem programação diretamente, como qualidade e suporte ao cliente. Eu por exemplo sou arquiteta de software e na minha empresa, que é de grande porte, sou a única mulher no cargo. Embora exista essa tendência no mercado, é possível encontrar mulheres nas áreas de programação trabalhando em empresas mesmo ou até como freelancer. É apenas uma questão de perfil profissional, se você tem o perfil as empresas te contratam mesmo sendo algo incomum”, contou.

Entretanto, ela lamenta da falta de estímulo das mulheres ao adentrar na área das ciências. ” As pessoas acabam seguindo as carreiras que a mídia dita, o que distancia muitas mulheres da ciência”.

Mas está mudando. Giuliana responde prontamente: “Ainda não vejo tantas mudanças. As oportunidades continuam aparecendo, mas ainda são pouco exploradas. Acho que desde a escola as pessoas deveriam ser capazes de escolher áreas de conhecimento sem a forte influência dos pais ou da mídia. Deveriam haver feiras que promovem a disseminação de informação sobre as atribuições de profissionais de diversas áreas para desmitificar os esteriótipos dos cursos superiores que afastam cada vez mais o público feminino de áreas ricas de conhecimento. A mídia deveria ser utilizada com o propósito de prover informação e não de alienação.”.

Mas para quem está dentro de um curso na área de TI, Giuliana traz um conselho: “Esqueça o que dizem sobre o curso, ignore o terrorismo sobre ser difícil, ter grande desistência, não pense em inferiorização e preconceito. Se você quer estudar computação, faça isso, mas faça bem. Quando a gente gosta do que faz, qualquer coisa é possível, até se formar como a única mulher da turma e mais 5 homens em uma turma de inicialmente 50 alunos. Se você se comprometer em estudar e se dedicar sem ficar pensando na opinião dos outros, você sempre será bem sucedida. O esforço no final vale muito a pena”.

Grupo de programadoras em Natal

No Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) existe o Code Girl, projeto que estimulam meninas do ensino médio a seguir carreira em tecnologia. O programa faz parte do projeto Programar meu Futuro, que foi criado para mulheres que já estejam cursando graduação em tecnologia mas se sentem desmotivadas a continuar nessa área.

Com palestras e oficinas sobre programação e empreendedorismo, a ação já conseguiu atrair mais de 500 meninas em um único evento, onde tiveram oportunidade de conhecer sobre o mundo da programação e do empreendedorismo.

Além disso, em Natal tem o PyLadies, criado por desenvolvedoras que são apaixonadas pela linguagem de programação Python. Tanto programadoras quanto mulheres iniciantes que queiram saber mais sobre a linguagem podem participar do PyLadies e até mesmo representar o grupo caso ele ainda não esteja presente em suas cidades ou países.

Além de Natal, existe em Recife, Rio de Janeiro, Brasília e São Carlos (SP).

Meninas realizam projeto fotográfico com mulheres portadoras de câncer

A imagem mostra muito bem a intenção da campanha de duas garotas: mostrar que existe autoestima e beleza em um momento que é bastante complicado para as pessoas, principalmente às mulheres, onde a vaidade entra em xeque, visto que os cabelos caem e o corpo passará por mudanças drásticas. Sabendo disso, foi criado o “Mulheres Retratadas” foi aprovado na Lei Câmara Cascudo e vai realizar 10 sessões fotográficas. A primeira sessão aconteceu nesta quarta-feira, no Dia Internacional da Mulher. Ao todo serão 10 mulheres fotografadas nas lentes de Mylena Sousa.

A primeira modelo se chama Amanda Albuquerque e a sua história será contada aqui:

Eu me chamo Amanda Albuquerque tenho 26 anos mãe de dois filhos e aos 25 anos fui diagnosticada com câncer de mama.
Mas a minha vida começa muito além disso. Sou de família de classe média, minha mãe tem cinco irmãos e da família sempre fomos os mais humildes. Minha mãe sempre precisou batalhar para que tivéssemos o melhor. O tempo passou, comecei a trabalhar muito cedo aos 15 anos, eu gostava, me fazia bem. Aos 19 anos eu me casei e dessa relação tive dois filhos lindos que tanto amo.
Sempre lutei pelos meus ideais, tenho personalidade forte entretanto lapidada por Deus depois do câncer. Falando em câncer, descobri ano passado aos 25 anos. Um belo dia tomando banho Deus me manda tocar em minha mama e fazer o auto exame, senti ali uma bolinha que imediatamente procurei investigar, foi quando descobri que estava com essa enfermidade mesmo sendo tão jovem. Do dia 25 de abril de 2016 pra cá venho trilhando uma batalha gigantesca contra o câncer. Momentos de dor, sofrimento, angústia, o medo por várias vezes passaram por mim. Já fiz 6 cirurgias em menos de um ano, passei pela químio e hoje dia 06/03/17 é o meu último dia de radioterapia. Feliz estou por estar concluindo um novo ciclo.
No meio do caminho perdi minha prima Irma, uma dor Infinita muito maior que qualquer câncer.
Mas…
Vou seguindo firme com Fé nesse Deus poderoso que vem me sustentando e me ensinando que a valor da vida vem do fundo do poço. É fundo do poço, eu já passei por lá.
Sempre agradecida por tudo e por esta missão que ele me deu.
Sou feliz pq tenho Deus
Ele que me sustenta.

Amanda Albuquerque

A foto da equipe depois da sessão pode ser conferida a seguir:

Segundo  dados divulgados pelo  INCA (Instituto  Nacional de Câncer), 20 milhões de pessoas no mundo têm câncer. No Brasil, são registrados em média 600.000 novos casos por ano. De acordo com o Relatório Anual da Liga Norte- Riograndense Contra o Câncer, foram diagnosticados 4.641 novos casos de câncer no estado, em 2015. E mais da metade desse número acometeu mulheres de diversas idades.

A ação desenvolvida por Camilla Kaciane e Nizia Klosouski, alunas do curso de Produção Cultural do IFRN, que querem chamar a atenção de futuros patrocinadores, já que o projeto está apto à captação de recursos por meio da Lei Câmara Cascudo.

Sendo garantidos estes recursos, os registros irão compor uma exposição com 20 fotos, que visa contribuir, por meio da arte, para a melhoria da autoimagem, empoderamento e representação das mulheres com câncer.

“São mulheres que trazem no corpo e na vida as marcas deixadas pelo câncer, mas que, nem por isso, tenham deixado a doença marcar negativamente a sua história”, comentam as idealizadoras do projeto.

O projeto cultural divide-se em quatro momentos: inicialmente, será realizado o “embelezamento” (cabelo, unha e maquiagem), a pintura corporal e a sessão de fotos com mulheres em tratamento de câncer ou que já tiveram a doença; posteriormente, uma oficina literária  com todas  as  participantes  para  a  escolha  das  legendas  das fotografias  que  serão expostas; ao longo de todo o processo será realizado um registro audiovisual do making off que terá como resultado um vídeo promocional; e por fim, uma exposição fotográfica itinerante em sete locais, incluindo  galerias, espaços culturais e shoppings centers, abrangendo  as quatro zonas da cidade, com duração de aproximadamente quatro meses.

Para saber aonde ficarão as fotografias. Confira neste link.

 

Quem foi a Clara Camarão?

Muita gente fala de Felipe Camarão, mas poucos esquecem de falar da companheira do índio potiguar, a Clara. Sabia que ela foi uma das percursoras do feminismo no Brasil? Nós já falamos de Dandara dos Palmares e a é a vez agora de falar uma índia revolucionária.  Não se sabe quando nasceu e muito menos a data de sua morte. Sabemos que ela vivia na Aldeia de Igapó, que ficara nos arredores de Natal.

De acordo com os historiadores, ela nasceu na metade do século XVII. Assim como muitos indígenas, ela foi forçada a ser catequizada pelos padres jesuítas e mudou seu nome para Clara. Isso também aconteceu com o seu marido, o Filipe.

Ao contrário das mulheres indígenas, ela não gostava dos afazeres domésticos e era o braço direito de Filipe Camarão (muitas publicações escrevem como Felipe). Dominava o arco e a flecha, a lança e o tacape. Montada a cavalo, investia contra as espadas e os arcabuzes do inimigo. Como não podia lutar lado a lado com o marido, proibição imposta pelos costumes tribais, formava um pelotão de índias potiguares sob seu comando.

Historiadores ainda apontam que a índia tinha uma valentia incrível, afrontou todos os perigos, castigou por muitas vezes o inimigo e penetrou nos mais cerrados batalhões. Ao passo que combatia, exortava os soldados a cumprir os seus deveres, prometendo-lhes vitória, dando assim o exemplo a muitas outras mulheres que procuravam imitá-la.

Juntos, eles lutaram com os portugueses contra a invasão holandesa no Rio Grande do Norte e também em outras regiões do Nordeste, como Alagoas e Pernambuco. Na cidade de Porto Calvo, por exemplo, ela liderou o batalhão de guerreiras nativas para acabar com os holandeses.

Por falar nesta batalha de Porto Calvo, as tropas do príncipe Maurício de Nassau já haviam incendiado Olinda, quando Clara Camarão, à frente de índias potiguares, combateu os holandeses com uma bravura que não conhecia limites. A primeira batalha dos Guararapes, em 1648, decisiva para a vitória das tropas luso-brasileiras contra os holandeses, foi a última em que Clara Camarão participou ao lado do marido.

Nesse episódio, o general flamengo Arciszewski registrou que, em 40 anos de combate em campos da Europa, somente um inimigo, o índio Felipe Camarão, conseguira abater o seu orgulho. O bravo Poti, capitão-mor dos índios do Brasil, morreria de malária, em Pernambuco, meses depois dessa batalha.

Clara Camarão recolheu-se à viuvez e ao anonimato.

Dia da Mulher: Carta para mim de 14 anos

No dia internacional da Mulher, eu resolvi escrever uma carta para mim quando tinha 14 anos e foi um período importante da minha vida, pois foi quando descobri vários lugares e o período que comecei a questionar muito sobre diversos assuntos. Leiam: 

Querida Lara de 14 anos,

Já falei que adorei seu cabelo azul? Mesmo aquela chata daquela garota dizendo que estava tosco. Neste momento você deve estar acordando para ir à escola e isso deve ser mais um pesadelo, pois a professora de biologia vai implicar contigo e suas notas em matemática devem estar ruim. Está na nona série, antiga oitava série, nem ainda começou o Ensino Médio. Te acham maluca por ter feito aquele drama de rasgar a prova com raiva assim que recebeu o resultado de matemática. Alguns vão te julgar por ter sido dramática, mas só digo uma coisa: vai passar e daqui uns três anos, se safará de matemática e finalmente vai fazer a faculdade dos seus sonhos: jornalismo. (Olha eu te dando spoiler!).

Você pode aprender coisas novas, que tal aprender a mexer no Adobe Photoshop? Isto irá ajudar bastante na sua vida e lhe fornecerá emprego!

No ano que vem, no primeiro ano, tu vai conhecer a professora de português chamada Eliane, que irá te incentivar a seguir nos seus sonhos e ajudar a fazer amizades na nova escola. (Sim, você vai se livrar dos bullies). Tem a Bruna, quando estiver no terceiro ano, que vai implicar com sua ansiedade, mas te dará excelentes conselhos.

Sobre a faculdade? A faculdade é cheia de egos e tals, mas você vai conseguir escapar de alguns problemas. Jornalismo na UFRN é muito bom sim e você vai pegar os tempos bons quando o Laboratório de Comunicação é perfeito e aprenderá a mexer numa câmera profissional e filmadora. Tu vai amar a profissão, ouvir todo tipo de assunto e nunca vai ter rotina, do jeito que você gosta.

Mas, cuidado, o piso salarial é baixo e pouca oportunidade de emprego. Quando tem, muita gente fica questionando se você realmente é capaz de aguentar matérias consideradas para homens ou acham que você só tem cara de uma determinada área. Calma, você é jornalista e se quiser ser correspondente de guerra, você é capaz, não importa o que os outros digam.

Sentirá em casa no Setor de Aulas II e o resquício de preconceito que tinha dentro de você será destruído, pois tu irá conhecer gay, trans, judeu, evangélico, branco, preto, rico, pobre, bolsista, chato, legal e todo tipo de gente do mundo. Quase uma ONU.

Quando se formar, você vai ficar puta, pois o mercado de trabalho é bastante complicado, mas tu terá opções diversas para se safar do desemprego. Use a esperteza que nasceu dentro de ti!!!!

Reclamam pelo fato de usar maquiagem aos olhos e ter cabelo colorido, algumas “amigas” dizem que você não deveria fazer isso. Mas, relaxe, você tem a opção de fazer com o que quiser e mantenha a sua cabeça erguida. Suas maquiagens vão ficar melhor e você vai ensinar outras amigas a fazer esfumaçado e olho de gatinho.

Ficam tirando sarro por fazer dança do ventre e yoga, relaxe que isso são esportes e praticar o exercício lhe faz bem, você não vai querer ser uma Lara de quase 24 anos que morre ao subir dois batentes de escada.

O xadrez é um ótimo exercício na escola, vai lhe fazer muitos amigos e te estimulará a conhecer os jogos de tabuleiro que o seu futuro namorado lhe apresentará. Sim, quando você tiver 16 ou 17 anos, tu vai conhecer um nerdinho muito massa e que ele vai gostar do jeito que você quer, vão se desconstruir juntos e aprenderão a crescer um com o outro.

Acham ruim mulher falar palavrão? Fala que é coisa de homem? Gata, você tem o direito de expressar como você quer, esqueça o machismo. Sim, você baixou aquele disco do Nightwish no Lime Wire? Cuidado ao usar o Kazaa e esses programas para entupir o único computador da casa de vírus. Mas, você vai gostar de outros tipos de sons, mas o lado rock and roll sempre vai estar dentro de ti. Sua irmã vai dizer que tu é uma drag queen montada em unicórnio soltando um gutural.

Agora vamos falar dos homens, não se desespere para perder o BV (Boca Virgem), você ainda é nova. Não é porque suas amigas beijaram antes que você está atrasada. Não idolatre pessoas ruins. Parede se achar feia por conta disso, tu és uma garota legal, sabia? Pare de querer deixar seus cachos ondulados.

Sobre o machismo, parece que você não saca que as pessoas são muito misóginas contigo e só vai perceber isso depois de anos. Quando implicarem com sua saia e seu jeito de vestir, fuja desses amigos e ficantes, pois eles não gostam de ti e vão querer te machucar, além de limitar as suas ações.

Você deve está reclamando que está encalhada. Calma, quando for arrumar um namoro, tu vais ver que os contos românticos ficam na imaginação, pois a maioria dos machos acham que mulher tem mandar em ti, isto faz parte da cultura do patriarcado, você tem que é desconstruir.

Neste momento, tu se acha muito gorda, mesmo pesando 45 kg e com as costelas aparecendo e se acha feia, pois fizeram lhe acreditar nisso. Boy, tu é gata e se ame, pois isso vai lhe ajudar nos seus próximos anos. Tenha atitude e mostra que é poderosa.

Não deixe aquele cara ficar comparando com outras garotas como uma forma de lhe controlar e não se submeta em chantagens emocionais. Se ele te disser que vai ficar com aquela garota mais bonita e com peitos mais belos, manda ele pastar logo, tu não vais ficar para titia por conta disso. Sim, não a culpe pelos problemas, pois querem dizer que nós mulheres fomos criadas para serem inimigas uma das outras.

No futuro você vai descobrir o que é a palavra apatia e tu tornarás uma pessoa melhor!

E pelo amor de deus, não alise o seu cabelo, ainda bem que a mulher do salão recusou fazer a definitiva em ti, seus cachos são lindos e mostra a sua personalidade.

Escute as críticas construtivas e desconsidere aquelas que querem te esculachar e machucar.

Agora, vá para escola, pegue esta rosa, pegue aquele saboroso picolé caseiro caicó no aniversário da escola e feliz dia da mulher.

Att,

Lara de 23 anos e 11 meses.