Mulheres na Praça fará uma segunda edição no dia 18 de março

Lembram do Mulheres na Praça? Para que não se lembra, foi um evento criado no ano passado e surgiu de uma forma inesperada. Em março haveria uma edição do Eco Praça em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Entretanto, dois dias perto do evento, a organização teve que cancelar o evento. Então, um grupo de mulheres resolveu colocar o evento que aconteceria no Parque de Capim Macio para frente e resolveu ocupar o local neste domingo (6), fazendo com que muitos natalenses elogiassem essa iniciativa. Em suma, elas continuaram, sem nenhum fim lucrativo, com a programação do evento cancelado.

Neste ano vai haver mais uma edição marcada para o dia 18 de março na Praça do Bicicross, que fica no bairro de Ponta Negra, próximo do Praia Shopping. Mais detalhes do evento será divulgado em breve. Fiquem ligadinhos neste link.

O “Mulheres na Praça” mostrou que é possível usando a coletividade para fazer grandes eventos em espaços públicos. “A EcoPraça é um evento lindo, que há 18 edições vem nos brindando com alegria e festa nas praças da cidade. Foi comunicado que a próxima edição do evento foi cancelada, mas nós não vamos deixar a iniciativa morrer”, dizia o evento no Facebook.

Houve diversas atividades, como curso de defesa pessoal, aula de arco e flecha, capoeira, roda de conversa sobre a participação da mulher na sociedade (promovida pelo coletivo Leila Diniz), intervenções artísticas, espaço para economia criativa e dentre outras atividades. Além disso, o local foi todo decorado com mensagens de empoderamento às mulheres e uma oficina sobre a importância do parto humanizado e gravidez saudável, além de aula sobre a importância de nos prevenir das doenças sexualmente transmissíveis.

Na parte cultural, houve ciranda e recital de poesia do coletivo “Entre Seios”, o evento promovido pelas mulheres foi bastante elogiado pela poeta Regina Azevedo. “Meninas, foi muito bonito. Só em estar ali, juntas, a energia já foi enorme”.

Após o evento, uma das organizadoras postou uma mensagem no Facebook. “Foi lindo e estou muito orgulhosa de todas nós. Uma pequena mostra de que podemos sim, ocupar os espaços públicos da cidade”.

Locadoras de filmes ainda existem e mais fortes!

Andando pela Prudente de Morais neste sábado (4), eu vejo vários prédios comerciais e antigos cheios com placa de aluga-se. “Deve ser por conta da crise”, penso. Mas, no meio destes imóveis existe uma lojinha que está firme e forte. Na verdade é uma locadora de filmes. Sim, como nos velhos tempos, no qual a gente se deliciava olhando Fita de Vídeo ou DVD para saber qual que a gente assistiria em casa e depois devolvia.

Como assim? No meio de torrents e sites via Streaming, várias locadoras de Natal ainda estão na luta. É o caso da Video Laser, que está no mercado há 27 anos e sempre se modernizando. Sabia que ela tem uma fanpage no Facebook? Ele é atualizado e está sempre procurando saber o que rola por meio da internet. “Acredito que as pessoas ainda vão às locadoras pelo amor ao cinema. Se tu gostas de um filme, vais procurar o original, não a pirataria”, disse a Dona Fátima, gerente da locadora, que está disposta em atender o pessoal, mesmo sendo um fim de tarde do sábado, perto de terminar o expediente.

Fátima disse que os verdadeiros cinéfilos (aqueles fissurados em filmes) correm atrás, “de verdade”, dos clássicos e aqui tem os filmes originais que não são encontrados facilmente em lojas normais ou internet. “Alguns procuram comprar os nossos DVDs”, falou a gerente, comentando que um dos serviços oferecidos na loja é a venda de DVD a partir de 10 reais. Lá incluem clássicos, como “Apocalypse Now”, de Francis Ford Coppola, mas também no seu catálogo há grandes filmes nacionais, tipo o “Mauá – O Imperador e o Rei”, conta a história do Visconde que lutara para começar o processo de industrialização em um Brasil dominada pela agropecuária.

Como falei anteriormente, eles não estão atrasados sobre os filmes e séries do momento, tem um box de Game of Thrones inteirinho para alugar. Ainda tem novelas e mini-séries nacionais. Só para ter noção de como a loja é movimentada, eles possuem uma lista dos filmes mais alugados e o campeão, até o momento, é o Jason Bourne, estrelado pelo ator Matt Damon.

“Não gosto deste termo que a gente está sobrevivendo, parece que as locadoras morreram e não existem mais”, lamentou a dona Fátima.

(Fotos: Lara Paiva)

O movimento ainda continua. Quando eu cheguei, uma cliente estava saindo com o filho em busca de um filme infanto-juvenil. “A mãe estava procurando um DVD Infantil para que o garoto conheça o mundo dos filmes e estavam bastante em dúvida”, comentou a dona Fátima, conversando comigo e ao mesmo tempo vendo um DVD de uma das turnês da cantora Beyoncé.

Rapidamente o nosso assunto mudou para Oscar e falamos da gafe que aconteceu quando foi anunciado “Melhor Filme do Ano”, a mais importante categoria da premiação. “Reconheço que o Oscar é mais política do que avaliar quais são os bons filmes, de fato. Nesse ano, no entanto, tinha filmes muito bons. Acho inaceitável um evento de grande porte como esse cometa um erro tão crasso. Foi ruim para Moonlight e La La Land e para Academia. Eles deveriam ter dado o prêmio para La La Land, eles rejuvenesceram os musicais”, contou a gerente, mostrando que entende de cinema e falando dos vencedores deste ano, como “Esquadrão Suicida”, que ganhou como “Melhor Maquiagem”.

Eles estão por dentro das novidades, como “Julieta”, do Pedro Almodóvar e os sucessos da Marvel.

A ida para uma locadora mostrou que é possível nadar contra os tubarões, basta modernizar, conhecer as produções e gostar do que faz. Ou seja, ser um Netflix físico, que fique presente nas ruas e esteja pronto para aquele ombro amigo. Afinal, o que seria do Netflix sem as locadoras?

Figueroas vem trazer sua lambada quente no fim de marçco

Depois de uma noite de uma noite de lambada quentíssima no Festival Dosol 2015, Figueroas  volta a Natal para matar as saudades e aumentar a temperatura no dia 31 de março no Ateliê Bar, na Ribeira. O povo alternativo ficou doido ao som das canções com um a três versos, compostas por Givly Simons (esse homem da foto acima), que tem o estilo irreverente parecendo um sósia mais jovem de Odair José e cheio de tatuagens do estilo Old School. Esta é mais uma peripécia do Brasinhas Produções.

Além de Simons, o grupo também é composto por Dinho Zampier.

Em seu primeiro álbum, ‘Lambada Quente’ (Läjä Records/ Deck/ 2015), os alagoanos buscaram revisitar a lambada, adaptando a mistura de sons latinos e brasileiros com a psicodelia e as influências próprias, como as do Mestre Vieira, Aldo Sena e o grupo caribenho Les Aiglons. O Lambada Quente ainda tem uma versão em espanhol. 

As músicas bombaram na internet e fez muita gente ficar curiosa com a dupla. Veja a entrevista dele com Sikera Júnior (outra celebridade de Alagoas, aquele cara que rogou praga nos maconheiros no Natal):

Recentemente, eles lançaram o segundo álbum, intitulado de “Swing Veneno”, pelo mesmo selo que o debut e com letras um pouquinho mais elaboradas, mas sem perder a vontade de dançar e de rir com os versos. A capa parece que saiu das maravilhas dos anos 70. Veja a seguir:

No novo disco, além das melodias aceleradas, recheadas de frases de guitarra, efeitos de teclado e letras pegajosas, eles apresentam uma sonoridade ainda mais original. Com a lambada sempre presente, misturada com ritmos que a influenciaram, como a cumbia, o carimbó e o brega-raíz. Você pensava que os alternativos apenas gostavam de rock and roll, não é? 

Os ingressos? Disponíveis apenas online pelos valores R$ 15,00 primeiro lote promocional (50 ingressos); R$ 20,00 segundo lote; R$ 25,00 na porta.

Será que a madrugada de primeiro de abril estarei comemorando meu aniversário ao som de “Melô do Jonas”? Para quem não sabe, esta música bombou em 2015 por causa da única frase.