Arquiteta potiguar lança livro no Dia Internacional da Mulher

A arquiteta potiguar Claudia Gazola lançara a coletânea “CidadELAS”, uma coleção de diversos 58 páginas com textos de mulheres massas que lutam todo dia na luta contra o machismo. O lançamento acontecerá nesta quarta-feira (8), em pleno Dia Internacional da Mulher, no Sebo Vermelho, na Avenida Rio Branco.

O livro reúne sete poetas cujas trajetórias são marcadas pelo envolvimento em lutas sociais e que até então nunca haviam publicado seus escritos em livros. As escritoras Ana Mendes, Assum Preto, Daiany Dantas, Falho, Fulô du Agreste, Jane Gomes e Ligyane Tavares apresentam, em CidadELAS, uma poesia que revela, de diferentes lugares e experiências, a luta e a resistência das mulheres por visibilidade e direitos.

O lançamento do livro estimulará a criação de um selo dedicado a publicar escritoras.

Gazola organizou todos esses poemas e é uma das maiores ativistas contra o machismo em Natal. Ela é uma das integrantes do coletivo Leila Diniz, que existe há anos. Elas buscam materializar meios de nos recolocarmos na cena feminista da cidade como um espaço intersecional capaz de aglutinar e acumular forças para a luta estratégica, tanto a nível interno ao movimento feminista (fortalecer o próprio movimento, conseguir coesão nas ações) quanto buscar a transformação na sociedade, através de ações de rua, nas praças, na comunidade e escolas.

A perspectiva de transformação, é fazer a luta anti-sistêmica: A luta feminista contra o capitalismo, o racismo e o patriarcado. Além disso, Gazola é arquiteta da Maga, empresa que faz serviços de Arquitetura, Urbanismo e Assessoria Técnica. Também é engajada em diversas atividades sociais.

Serviço:

CidadELAS

Preço: R$ 20
Local: Sebo Vermelho – Avenida Rio Branco, 705
Data: Quarta-feira (8/3)
Horário: 18h

O que é a greve internacional de mulheres?

A próxima quinta-feira, 8 de março, comemora-se o Dia Internacional das Mulheres. Por isso, um grupo de mulheres convoca uma greve nacional feminina que está englobando diversos países. Tudo começou com um texto do chamado para a paralisação mundial foi assinado por Angela Davis, Cinzia Arruzza, Keeanga-Yamahtta Taylor, Linda Martín Alcoff, Nancy Fraser, Tithi Bhattacharya e Rasmea Yousef Odeh; importantes teóricas feministas e militantes do movimento. O documento faz remonta à Marcha das Mulheres contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sugere que este evento deve ser considerado apenas como o primeiro de um movimento feminista.

Ainda solicita que o mesmo foco mantido naquela manifestação – reconhecendo a importância de relacionar as condições de gênero, raça e classe das mulheres – sejam mantidas. Assim como o Women’s March, que foi observado no blog, o protesto internacional é um dos mais importantes do movimento feminista atual.

A convocação pode ser lida neste link.

Depois passou para outros países, como a Argentina, quando uma das porta-vozes do “Ni Una Menos”, movimento argentino que surgiu após os casos de feminicídio, assassinato de mulheres feitas por companheiros, no país. O objetivo é protestar contra o feminicídio, a exploração no trabalho/econômica e a desumanização e desierarquização das mulheres.

O movimento pede para: Greve total, parar no trabalho e nas tarefas domésticas e sociais ou parcial, parando o trabalho por algumas horas. Caso não seja possível parar no seu trabalho, usar elementos que simbolize a causa, como vestir roupa preta e protestar nas redes sociais. Boicote a empresas que usam o sexismo em suas propagandas ou lugares misóginos. Além disso, pode participar de marchas.

Ao todo, mais de 30 países também planejam fazer a greve, prevendo um histórico Dia da Mulher. Grupos feministas da Austrália, Bolívia, Brasil, Chile, Costa Rica, República Checa, Equador, Inglaterra, França, Alemanha, Guatemala, Honduras, Islândia, Irlanda do Norte, Irlanda, Israel, Itália, México, Nicarágua, Peru, Polônia, Rússia, El Salvador, Escócia, Coreia do Sul, Suécia, Togo, Turquia, Uruguai e EUA confirmaram a convocatória que tem o objetivo de deixar escritórios, lojas, fábricas ou qualquer trabalho sem a presença do sexo feminino para protestar contra as desigualdades de gênero e a violência machista.

O protesto internacional é inspirado no Dia Livre das Mulheres islandesas de 1975, quando 90% das cidadãs deixaram seus postos de trabalho em 24 de outubro desse ano para protagonizar uma grande manifestação nas ruas do país e marcar um ponto de inflexão na luta pela igualdade de direitos.

Portanto, a paralisação é também um levante contra o levante conservador que vem se dando no ocidente, a fim de colocar mulheres corajosas na vanguarda da luta feminina e contra as leis visam diminuir direitos e segregar minorias.

Banda Jane Fonda se reúne em pocket show, após 8 anos sem tocar

O grupo Jane Fonda fez uma apresentação surpresa neste domingo (8), no Ateliê Bar, na Rua Chile na Ribeira. Fazia oito anos que a banda não fazia uma apresentação ao vivo. Todos os integrantes apareceram e mostraram entrosação. Eles ficaram bastante emocionados com a recepção do público que estava bastante empolgado com este acontecimento.

A atividade fez parte do Jam das Minas, evento idealizado pela produtora Camila Pedrassoli, que reuniu várias garotas para tocar o melhor do rock. Cada edição é uma banda diferente e a escolhida foi Jane Fonda. A banda do Jam das Minas é formada por Juju Batera (Electra), Raquel Oliveira (Electra), Bibi Nobre (Electra) e Camila Pedrassoli (Guria Produtora).

Além disso, contaram com apresentação de diversas cantoras e uma canja do Rodrigo BS, vocalista do grupo. A intenção era fazer o tributo à uma das primeiras bandas de rock dos anos 2000 em Natal.

No final do Jam das Minas veio a surpresa: show da própria Jane Fonda. Eles tocaram cinco músicas e contou uma participação da Valentina, filho de Solano Braw, guitarrista do grupo, mas deixou o público com gosto de quero mais.

O grupo formou em 2002 e era formado por Rodrigo BS, João Saraiva, Solano Brow, Rogério Pitomba e Léo Ventura. Eles tocavam bastante nas rádios locais, como FM Universitária e 103 FM, principalmente na segunda citada, onde vários hits surgiram e começaram a aparecer os primeiros fãs.

Tudo começou nos estúdios, quando Rodrigo BS (vocal), Léo Ventura e Solano Braw (guitarras), e Rogério Pitomba (bateria) se uniram a Jão Saraiva (baixo) para gravar 10 músicas. Este álbum projetou a Jane regionalmente e revelou às rádios hits de excelente aceitação pelo público alternativo.

A partir daí não parava mais, se apresentaram no Festival Mada e tocaram em várias cidades brasileiras, como Recife e Fortaleza, numa época em que a divulgação da banda era através da rádio e do Orkut. Os shows deles lotavam o pequeno Dosol e o Blackout, na Ribeira.

Hoje, são 2 CDs de estúdio gravados, 1 ao vivo e um DVD. Alguns vídeos da performance, gravados por mim, podem ser conferidos a seguir:

Após 8 anos sem tocar, Jane Fonda fez uma performance na Ribeira no Jam das Minas

Uma publicação compartilhada por Brechando (@_brechando_) em

Após 8 anos sem tocar juntos, Jane Fonda faz um show no Jam das Minas

Uma publicação compartilhada por Brechando (@_brechando_) em