Editoras independentes em Natal que você precisa conhecer

O que são editoras independentes? São aquelas que utilizam poucos recursos para publicar um livro e não são ligadas às grandes empresas. Mesmo trabalhando em formato reduzido, essas editoras são conhecidas pelos excelentes trabalhos na literatura.

Antigamente era muito difícil publicar livros em Natal, só se você participasse dos editais públicos ou das editoras da UFRN e Fundação José Augusto. Mas, um grupo de pessoas montaram as suas editoras independentes e mostram que é possível mostrar que Natal tem literatura. Confira a lista do Brechando:

Sebo Vermelho

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Quando pensamos em produção literária diferente, logo vem a mente o Sebo Vermelho, do Abimael Silva, que é uma loja de livro usados, que fica na Avenida Rio Branco (desde 97 está lá), e, ao mesmo, tempo uma editora que já lançou livros de diversos autores potiguares nestes 30 anos. O sebo se tornou a principal referência para quem busca sobre a literatura potiguar. Já foram publicados 430 títulos através da editora.

Fortunella

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Fortunella é uma editora que foi criada por Sandro Fortunato há uns três anos e o seu foco é publicar livros de cinema, teatro, jornalismo e biografias. Já lançou os livros de Karla Larissa, César Ferrario, Pedro Balduíno, Marcelo Tavares e Paneloviski e dentre outros. Além disso, promove diversos eventos para estimular a literatura potiguar e nacional.

Além disso, a editora tem uma loja virtual.

Editora Tribo

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Criada por Themis Lima, é um coletivo de escritores, artistas e comunicadores. Juntos, eles já publicaram diversos livros e fanzines, como “A Bruxa”, biografia do jogador de futebol potiguar Marinho Chagas, que chegou a participar da Seleção Brasileira.  Um dos best-sellers é o livro reportagem que fala sobre Valdetário Carneiro, um dos famosos bandidos que botou medo no Rio Grande do Norte na década de 80 e 90.

Jovens Escribas

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Os Jovens Escribas foi um dos primeiros selos independentes do Rio Grande do Norte. Começou em 2004. A editora foi criada pelo publicitário Carlos Fialho que resolveu juntar com outros jovens, Patrício Júnior, Daniel Minchoni e Thiago de Góes, que tinham a mesma vontade dele: publicar livros. Mas também, eles conseguiram publicar livros de outros autores consagrados, como Nei Leandro de Castro. Agora, eles também lançam livros de outros escritores brasileiros e participam de diversos eventos literários.

Miopia

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Miopia é uma editora criada neste ano em Natal e já está realizando algumas publicações na cidade. Por enquanto, eles só lançaram a fanzine “O Frio”, do jornalista Pedro Vale, e promete novos lançamentos por aí.

Querendo ser um Optimus Prime no trânsito natalense

Esta foto tirei do trânsito que aconteceu nesta sexta-feira (4).

“Eu vou sair daqui e te busco direto do Setor IV, beleza”, mando mensagem para um amigo meu para ir ao evento de jogos de tabuleiro. Achava que iria chegar uns 10 minutos da minha casa para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), mas demorou o triplo do tempo. Não fiquei irritada, mas as pessoas estavam possessas de raiva, alguns chegavam a parecer que estavam encarnando o satanás dentro deles.

Eles podiam estar treinando para ser o Max Cavalera:

Tudo bem, as pessoas queriam ir para casa, dormir ou se arrumar para ir na balada. Alguns encarnam o satanás mais fácil que os outros. Bem-aventurado foi quem parou no CCAB e comeu aquele espetinho no Big Peter.  Ou parou no Drive-Thru do Mc Donald’s.

Saindo de casa, tinha três vias que poderia utilizar para encaminhar para a avenida principal. Aí tinha que resolver em dois segundos:

  1. Pegar a via que iria me levar para BR-101 e depois ir ao campus da UFRN
  2. Ou pegar as outras vias que me levam para uma avenida e depois fazer o retorno para pegar o campus

Quando vi que a primeira opção estava cheio de carros e brigando para atravessar a rua. Aí pensei: “Vou para o outro lado”. Nessa hora que eu queria ser um Optimus Primes, sim aquele transformers, no qual transforma de carro para robô e poderia andar a pé até chegar ao seu destino. Ou ter um helicóptero. Mas, eu não sou rica e a tecnologia não estava tão avançada. A única coisa que me restava era sentar, chorar e esperar. Não podia nem conversar besteira, pois estava sozinha.

O trânsito de Natal é o fato peculiar, coisa que nós já falamos dele aqui.  Então, havia três suspeitas:

  1. Um acidente numa via que ligasse toda a Natal e provocou esse enorme engarrafamento
  2. Acidentes de carros em cantos próximos, atrapalhando todos os trajetos
  3. Alguém estava fugindo da obra que está acontecendo na BR-101 e todo mundo resolveu fugir um pouco do canto
  4. Mudou o trânsito pela 1921729729272927292797272 vez
  5. As pessoas enlouqueceram
  6. Todas as questões acimas

Entrando na via que resolvi fugir, comecei a escutar um programa de rádio que estavam falando, por coincidência, sobre apocalipse zumbi. Você não via aonde terminava os carros, pareciam que estavam brotando dentro do asfalto. Esqueça o código de trânsito, pois as pessoas queriam era ultrapassar os outros. Se o carro tivesse uma retroescavadeira, ele usaria para tirar os carros do caminho.

Estava eu atravessando a rua de casa, achando que iria safar do trânsito. Aí vi um monte de gente fugindo enlouquecidamente, parecia que tinha enfiado alumínio no formigueiro. Mas, eu tinha uma missão, atravessar a rua perpendicular para depois pegar a rua que faria o retorno e depois pegar o caminho do campus. Enquanto isso, o apocalipse zumbi na rádio e dando spoilers de The Walking Dead.

Primeiramente, era hora de atravessar a rua esquisita, que falamos nesta matéria. Já falamos que ela é estreia, mas tinha um pequeno problema: um carro quebrou e só podia entrar um carro por vez. Aí começava o roçôio, os carros estavam brincando de empurrar uns aos outros para ver quem entrava, como se isso fosse solucionar o tráfego natalense. Ora, se nem a Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) está conseguindo,  imagine vocês.

Momento de tensão
Momento de tensão para dobrar uma rua

Neste momento, a regra de trânsito não existia, as pessoas ficavam ultrapassando, subindo calçada e queria ser um gundam ou tranformers, escolha o seu robô favorito. Alguns gritavam, xingavam a mãe dos outros motoristas e falavam mensagens de paz (pelo amor de Deus, entenda que isso é uma ironia).

Após uns 15 minutos, eu finalmente atravessei a rua, tentei ser rápida, mas o carro da frente ficava olhando direto o rapaz que estava tentando consertar o seu veículo. Alguns chegaram a xingar o rapaz por ele “ter quebrado o carro”.  Por uns cinco minutos, eu achei que meu problema estaria resolvido até pegar a rua que faria o retorno para pegar o campus universitário. Mais 10 minutos.

Quando o sinal abre, os condutores devem seguir em uma mão, já sinalizada, para fazer o retorno. Além das pessoas demorarem, elas não respeitavam o cruzamento. Elas queriam adentrar as outras faixas, deixando o trânsito mais caótico que já estava. Fiz minhas coisinhas normais como uma boa motorista, quando finalmente podia mudar de faixa, começou a minha aventura. Sabia que os carros nessas horas aceleram mesmo ligando a seta?

Parece que é prazeroso acelerar para não deixar seu coleguinha passar. Só falta fazer uma vaia cearense.

Após uma longa tentativa, eu consegui mudar de faixa e finalmente peguei a rua de acesso ao campus universitário. Quem disse que o campus estava livre? Foi uma luta para adentrar ao setor IV e buscar o meu amigo. Tive que fazer um grande trajeto para procurar um retorno tranquilo e favorável.

Esta foi minha história de trânsito. Bom sábado!

As redes sociais piraram com o trânsito, este são alguns: