As aventuras de Pok em Paris

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From Macaíba To Paris. Kefren Pok é conhecido por colocar diversos olhos na cidade do Natal. Os “olhos de Pok” estão espalhados por todos os cantos, como muros, postes, terrenos abandonados em caixas telefônicas e de energia. Hoje já são mais de trezentos espalhados pelos bairros da cidade e outros Estados, como: Recife, João Pessoa, Curitiba, Fortaleza e Rio de Janeiro. Agora, ele deixou sua visão em Paris.

Recentemente, ele passou por uma experiência de 20 dias na cidade de Paris, na França. A experiência de expor trabalhos, grafitar a “Cidade Luz” e fazer oficinas para os jovens fez com que o mundo do grafiteiro virasse de cabeça para baixo.

Pok participou tanto de exposições coletivas quanto individuais
Pok participou tanto de exposições coletivas quanto individuais

“A repercussão foram as melhores possíveis pra mim como artista. Observar outras pessoas e conhecer um público totalmente diferente do Brasil. Todos ficavam fazendo mil perguntas e querendo saber um pouco da minha arte. Alguns já me disseram que conheciam meus trabalhos por já está acompanhando a programação da galeria e saber sobre minha arte. Isso é incrível.”, disse o artista. Lá em Paris, ele realizou três exposições (duas individuais e uma coletiva).

Uma das exposições aconteceu, juntamente com outros artistas, na Galeria de Arte de Créteil, uma comuna na França, próxima de Paris, onde deixou um painel de um Live Paint. Além disso, ele realizou duas exposições individuais, sendo uma delas dentro de um restaurante, onde conseguiu mostrar 46 obras.

“Pretendo voltar para França. Fui recebido muito bem por todos e meus trabalhos vão percorrer outras Galerias por 1 ano lá. Isso é uma oportunidade e uma vitrine muito boa da arte urbana e do meu trabalho”, comentou.

Designer por formação e grafiteiro há 6 anos, Pok já ocupou o foyer do Teatro Riachuelo em 2013 como parte da programação do prêmio Hangar de música, realizou exposições no Bardallos comida e Arte, no Between Food&Gallery,Seu Lobo,Lee Boards, Festival Catamaran, Mahalila Café & Livros, Casa da Ribeira e Capitania das Artes, onde foi homenageado no dia do graffiti.

Em 2015, ele foi convidado para participação da exposição do Inarteurbana na Pinacoteca do Estado. “Depois da minha primeira exposição individual, no Between Gallery surgiu, esse convite da Associação Francesa de Arte Urbana, o Pixo, que desenvolveu e buscou uma programação com os meus trabalhos”.

Para viajar à Paris, Pok chegou a realizar uma campanha de financiamento coletivo para que a viagem acontecesse e deu certo. Além de expor, ele também deixou marcas na França, como três graffitis na rua.

Pok deixou marcas na França
Pok deixou marcas na França

“Fiz amigos grafiteiros e artistas em geral. Muitas pessoas boas em um único lugar,ver isso é ter mais disciplina e referências no meu trabalho. A vivência é muito importante para cada artista”, admitiu.

Sua aventura também aconteceu nas escolas, visto que participou de duas oficinas de arte urbana em duas escolas da França. Lá, ele contou com a ajuda de uma tradutora, uma vez que não sabia falar o idioma, para que as suas experiências com o graffiti fossem disseminadas aos franceses. Mas, o feedback, para o Pok, foi super bem avaliado.

As oficinas aconteceram nas escolas Aimpe Césarie e Sarrarsins, duas escolas de ensino básico, no qual as crianças aprenderam um pouco mais da biografia de Pok e realizaram atividades baseadas nos desenhos dos artistas, além de aprenderem um pouco sobre lambe-lambe.

Crianças fazendo atividades com os desenhos de Pok
Crianças fazendo atividades com os desenhos de Pok

Mas, como conseguiu se virar nesta aventura de quase 30 dias? Pok comentou que as tecnologias e as sinalizações dos lugares lhe ajudaram bastante.

“Na realidade, eu não tive dificuldade para andar lá. É super fácil. Só andava de metrô. Daí baixei o app do metrô e falava de onde estava oda onde ir. Isso facilitava muito. Já na hora de comer, eu sempre buscava lugares que ja tinha o nome na frente do restaurante ou Bar. Era bem diboa [sic]”, finalizou.

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