Está disponível o primeiro episódio de Septo. Assistam!

Finalmente Septo estreou e a fanpage do Brasileiríssimos colocou o primeiro episódio na noite desta quarta-feira (28) em sua página no Facebook.  A série se passa na capital do Rio Grande do Norte e é protagonizado pela atriz e escritora Alice Carvalho. Portanto, não vai ter gente de outro estado imitando sotaque nordestino.

Uma equipe de 25 pessoas, alguns com excelentes experiências no audiovisual da cidade, trabalhou para que o projeto conseguisse ser realizado. Toda a verba do trabalho foi angariada através de uma campanha em um site de financiamento coletivo.  Sim, esta é a primeira série produzida no Rio Grande do Norte de forma independente.

Cada episódio terá oito minutos de duração. No último domingo (25) houve a festa da estreia, que aconteceu no Ateliê Bar, na Ribeira. Além da página Brasileiríssimo, a série é uma realização da Marmota Filmes em coprodução com o Coletivo Caboré Audiovisual.

A série fala da vida da natalense Jéssica, uma garota que é triatleta de sucesso, possui um piercing no septo (por isso o nome) e tem uma vida bastante regrada pelo pai. Porém, ela acha que a vida está entediante. Do outro lado tem a Lua, instrutora de surf numa organização não-governamental (ONG) para crianças e terminou um relacionamento sério, devido às divergências de ideias. Neste primeiro episódio narra o encontro das duas. Em menos de uma hora, o vídeo já tem mais de cinco mil visualizações.

Veja o primeiro vídeo a seguir:

A direção geral fica por conta da produtora Pipa Dantas. Ela chefiou cinco diretores, no qual cada um foi responsável por um episódio diferente, que são: Helio Ronyvon, Vitória Real, Victor Ciriaco (diretor do primeiro episódio), André Santos e Tereza Duarte.

Os roteiros foram escritos de forma colaborativa por Alice Carvalho (que interpreta a personagem principal), Aureliano Medeiros e Frank Aleixo.

Os desenhos e as fotografias de Marcone

O fotógrafo e desenhista Marcone Soares, de 18 anos, é natural de Natal e tem mais de cinco mil seguidores no Instagram. Os traços dos seus desenhos são únicos e possuem estilo próprio, são bastante coloridos e conhecidos pelo traçado em aquarela. Uma das admiradoras do desenho é a blogueira Marimoon, que era bastante famosa nos tempos do Fotolog.

Geralmente, os seus desenhos são de artistas do mundo pop, blogueiros, you tubbers e amigos. Dependendo do ritmo do desenhista, eles demoram entre quatro a cinco horas, mas também podem durar 40 minutos.

“Eu gosto e tenho mais facilidade em desenhar pessoas, na grande maioria das vezes a figura feminina. Há uma delicadeza nas feições que me encantam e eu sempre tento passar isso nas minhas obras”, afirmou o jovem em entrevista ao Brechando.

Um dos desenhos mais famosos do Soares foi da blogueira/modelo americana, Luanna90, no qual ela chegou a compartilhar a arte no seu perfil do Instagram. “De alguma maneira, que eu não entendi até hoje, ela compartilhou o link da publicação do desenho em algum canto e ele acabou ganhando uns 8000 likes”, disse. Os trabalhos começaram a ganhar força quando outros famosos na internet também compartilharam os seus trabalhos.

“Muitos fãs dos artistas pop viam o meu trabalho e gostava, depois compartilhava, ajudando ainda mais na divulgação do desenho. Porém faz um tempinho que não faço mais com tanta frequência desenhos nesse estilo. Chegou uma hora que aquilo tava sendo mecânico e eu tava perdendo o meu real interesse que era a arte e fazendo algo só porque as pessoas pediam pra fazer e não era o que eu realmente queria, entende? Não que “oh meu deus eu nunca mais vou fazer desenhos de artistas pop”, eu vou fazer o que eu achar interessante e que eu possa passar algo com aquilo”, alegou.

O Marcone desenha desde que entende por gente, porém só começou a levar a sério quando tinha 13 anos. Foi assim que surgiu o interesse de fazer Artes Visuais na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Foi assim que também começou a fazer os seus trabalhos com a fotografia. Ele já expôs os seus trabalhos duas vezes nas festas natalenses, com a intenção de divulgar os artistas locais.

“Eu queria poder juntar tudo numa coisa só as vezes. Eu não me considero um fotógrafo, eu só me interesso muito pela área, então acho que se tivesse q escolher agora entre as duas áreas com certeza ficaria com a parte de ilustração”.

Confira alguns desenhos a seguir:

https://www.instagram.com/p/BKESwFVB3cu/

https://www.instagram.com/p/BJQ5lpRh-26/

https://www.instagram.com/p/BI80p_uhp2X/

https://www.instagram.com/p/BIuXdCdhTR4/

https://www.instagram.com/p/BHBPB6GBwVr/

https://www.instagram.com/p/BGZ59UqqdSb/

https://www.instagram.com/p/BFPMbJ0qdQh/

https://www.instagram.com/p/BEWgIQGKddx/

https://www.instagram.com/p/BBkdzDgqdVi/

https://www.instagram.com/p/BAIYn-SqdWA/

https://www.instagram.com/p/_MmFh2qdSb/

https://www.instagram.com/p/-yoaWqqdT6/

https://www.instagram.com/p/-CaqO2KdRy/

https://www.instagram.com/p/8gnj9rqdZg/

https://www.instagram.com/p/7vr_zVKdQR/

https://www.instagram.com/p/7YcA9sKdTV/

https://www.instagram.com/p/7OPkpAqdbz/

Claro que vamos mostrar algumas fotos do jovem:

https://www.instagram.com/p/BJCTBVkh1KI/

https://www.instagram.com/p/BIlBnlbBMd2

https://www.instagram.com/p/BINSmq1B7qY/

https://www.instagram.com/p/BF97QwhKdaI/

https://www.instagram.com/p/BBTXVlVqdQj

Boi Galado cortejando Nova Descoberta

Sabe o Boi Galado? E O Bumba Meu Boi ? O segundo citado é muito comum no Nordeste, mas também em outras regiões brasileiras, e no Folclore. A origem do Folguedo Reis de Boi teve sua origem no teatro popular medieval da península ibérica, que hoje fica a Espanha e Portugal. O objetivo seria uma homenagem aos Santos Reis.

Os grupos saem para visitar algumas casas na cidade, cantando algumas músicas. A essência da lenda enlaça a sátira, a comédia, a tragédia e o drama, e demonstra sempre o contraste entre a fragilidade do homem e a força bruta de um boi.

Foi assim que surgiu a tradição do Bumba meu boi, que tem ligações com diversas tradições, africanas, indígenas e europeias, inclusive com festas religiosas católica. Ao espalhar-se pelo país, o bumba meu boi adquire nomes, ritmos, formas de apresentação, indumentárias, personagens, instrumentos, adereços e temas diferentes. No Rio Grande do Note, ele é conhecido por ser o boi calemba.

Durante o Carnaval, o Bumba Meu Boi é bastante presente no estado do Recife, que é um tipo de agremiação ou simples grupo de foliões que brincam o Carnaval em torno da figura do boi, quase sempre tendo a dança teatralizada do Bumba Meu Boi com ponto central. Em Recife, o desfile de bois, a exemplo das escolas de samba, possui caráter competitivo.

Assistindo o cortejo do Boi Galado do Clowns de Shakespeare
Assistindo o cortejo do Boi Galado do Clowns de Shakespeare (Fotos: Lara Paiva)

Foi assim que em Natal, mais precisamente no bairro de Nova Descoberta, surgiu a ideia de criar o “Boi Galado”.

O cortejo brincante surgiu através do Festival “O Mundo Inteiro é Um Palco” (que falamos nesta matéria aqui), organizado pelo grupo de Teatro Clowns de Shakespeare. O festival surgiu em 2013 para comemorar os 20 anos da companhia e vem crescendo a cada edição, agregando parcerias com diversos grupos. No ano de 2015, eles tiveram a ideia de criar um boi genuinamente potiguar, inspirado nos carnavais pernambucanos. O nome tinha que ser o mais potiguar possível: “galado”, uma expressão muito falada pelos natalenses.

No ano passado, o boi foi batizado juntamente com a presença do Boi Marinho, do músico, ator, dançarino e um dos fundadores do Mestre Ambrósio, Helder Vasconcelos. Neste ano, a parceria se repetiu e chamou a atenção da vizinhança e também de curiosos de outros bairros natalenses.  O Boi Galado era marrom e bastante colorido e o seu amigo, por sua vez, o Boi Marinho, estava todo de branco.

As apresentações do Boi somam elementos de algumas tradições populares, especialmente do Cavalo Marino, e acontecem em cortejo com paradas ao longo do trajeto para apresentação das coreografias, versos e encenações. Os Bois se juntam nesta brincadeira que incentiva a cultura de rua potiguar.

Assistindo o cortejo do Boi Galado do Clowns de Shakespeare
Bois animaram as ruas de Nova Descoberta

Como funcionou o cortejo? Existem algumas variações, porém a mais comum aborda a escrava Catarina, grávida, que pede ao marido Chico (ou Pai Francisco) para comer língua de boi. O escravo atende ao desejo da esposa, matando o boi, e sendo preso a mando do dono da fazenda. Com a ajuda de curandeiros, o boi é então ressuscitado. Dependendo da versão, outros personagens podem ser incorporados, tais como: Bastião, Arlequim, Pastorinha, Turtuqué, o engenheiro, o padre, o médico, o diabo, entre outros.

Em algumas versões, Pai Chico chama-se Mateus e o boi não é morto por ele, mas apenas se perde e acaba morto no decorrer da história, sendo também ressuscitado no fim. No caso do cortejo do Boi Galado, eles utilizaram o Mateus, mas eles adaptaram como o dono da fazenda e comandante do espetáculo. Além disso, tinha o vaqueiro, que era um personagem divertido, às vezes assustador, no qual muitas crianças chegaram até a chorar no colo dos pais.

Como o Boi Galado era da capital potiguar, ou seja, vivia na cidade grande, este era comandado por uma operária amante do forró, cachaça e era bastante engraçada.

O cortejo começou durante o pôr do sol e percorreu todas as ruas de Nova Descoberta até ao anoitecer. O Brechando registrou a partir de fotografias como foi o cortejo. Confira o álbum a seguir: