Alguns grupos antigos natalenses

Quando falamos em grupos potiguares pensamos em Far From Alaska, Plutão Já Foi Planeta, Camarones Orquestra Guitarrística, Talude, Kung Fu Johnny, e Talma & Gadelha. Entretanto, a história da música da cidade começou bem antes dele e a partir de uma boa garimpada achamos fotos de algumas bandas antigas da cidade. Algumas ainda existem e passaram por diversas formações.

As fotos a seguir vão mostrar alguns artistas que começaram a sua carreira musical nestas bandas e outras que fizeram sucessos em uma determinada época. Temos fotos de bandas dos anos 50, 60, 90 e 2000. Além disso, vamos colocar vídeos de algumas das peformances.

Confira as fotos e a história de cada uma das bandas a seguir:

Os Terríveis

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A banda começou na década de 60 e era conhecida por tocar em vários shows e festivais, sem contar de ter tocado em alguns jingles políticos. A banda existe até hoje, apesar das inúmeras formações. Dentre os músicos que participaram estão a cantora Solange do Aviões do Forró (foto acima) e o sanfoneiro Dorgival Dantas. Confira o vídeo da cantora se apresentando no grupo:

Banda Zoom 

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Quem disse que axé é só em Salvador? Na década de 90, essa banda que tirou a foto de sua capa de LP sobre a ladeira do sol fez bastante sucesso na cidade com o seu “Melô do Gererê”. A música foi bastante sucesso na época, principalmente na região periférica.

As Luluzinhas

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Esta foto mostra uma das fotos das bandas femininas de Natal que formaram durante a Jovem Guarda, nos anos 90. O grupo se intitulava de “As Luluzinhas” e era formada por alunas do Colégio Nossa Senhora das Neves.  Nesta época, muitos colégios particulares formaram bandas e parecia que você estava em um filme de James Dean. A banda terminou na década de 70.

Noventa Graus

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A banda 90 graus era uma banda de baile famosa na década de 90 e tocou em vários cantos da cidade. Confira uma das apresentações do grupo:

Alfandega

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Alfândega é lembrada até hoje e surgiu em meados da década de 90. Era um período pré-Jane Fonda e outras que lotavam a Ribeira. Ao longo dos anos, a banda contou com a participação de variados músicos, mas o núcleo principal e mais duradouro, responsável por sua fundação, composições, shows e gravações, pode ser definido assim: Carlos Henrique Lucena (voz), Rômulo Tavares​ (baixo e vocais), ​Arthur Winston​ Jr. (guitarras)​ e Pedro Queiroga (bateria e vocais).

No início da década de 90, a Banda Alfândega ocupou um lugar de destaque no cenário do rock potiguar e ajudou a produzir um dos períodos musicais mais férteis, junto com bandas como General Lee (depois General Junkie), Movement, Florbela Espanca, Núcleo Base, Carbono 14, Conflito Ideológico, Modus Vivendi e outras. Entre 1988 e 1992, o grupo foi a sensação da cidade.

O registro principal da obra da Banda Alfândega está no único CD da banda, lançado em 2004, com título homônimo, que traz ​14 músicas autorais​ e é uma espécie de edição antológica, já que sintetiza 16 anos de existência do grupo.

O que eu aprendi vendo Rupaul’s Drag Race

Rupaul’s Drag Race há quase um ano se tornou o meu vício. Assim como muitas pessoas, eu tinha uma certa ignorância com o universo das Drag Queens. Assistir às oito temporadas (a oitava ainda está rolando) fez com que pudesse compreender melhor a arte, as pessoas e parar de reclamar das coisas mais bobas.

Sou uma das poucas pessoas que admite assistir reality shows, não tenho problema com isso e acho interessante como a vida da pessoa pode mudar completamente a partir de um programa.

Primeiro vamos falar do programa. Este é apresentado pela drag Rupaul, bastante conhecida nos Estados Unidos, principalmente na década de 90. Então, ela queria procurar novas transformistas que fossem talentosas e carismáticas. O programa tem uma mistura de momentos hilários, dramas, constrangedores e outras coisas que vão deixar de boca aberta.

Tive o contato com a série através das tirações de sarro de Joel McHale (o cara do Community) no The Soup, além de muitos dos meus amigos estarem compartilhando diversas frases do programa no Tumblr. Então, apareceu o Netflix (é um dos programas mais assistidos do site) e finalmente aderi à ideia. Cliquei na primeira temporada, que não tem mais no site =/, e logo me apaixonei pelo seriado.

Acho incrível como homens se transformam em mulheres finas, lindas, elegantes e estilosas. A minha primeira lição foi que ser drag não é apenas se vestir como mulher, mas mostrar que tem atitude, criatividade (muitas roupas das candidatas deixam os espectadores de boca aberta), confiar e se amar. Por trás de uma drag queen, pode existir uma estilista, cantora, modelo, comediante e dentre outras carreiras artísticas.

Adoro comparar o Rupaul’s Drag Race com o Cosplay, no qual eles se fantasiam e interpretam o personagem. O que as duas coisas possuem em comum é que no momento que os dois se apresentam ou desfilam em um palco é a hora que a pessoa finalmente pode mostrar o que tem realmente de talento. Isto não quer dizer que possuem transtorno de personalidade, visto que eles possuem uma outra rotina fora de suas respectivas apresentações.

Então, o mundo pode jogar todas as pedras em ti, mas se está bem, vale a pena. Procure a felicidade nos momentos mais difíceis e mantenha o bom humor quando a sua vida está ruim. Caiu? Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.

No programa existem homens gordos, magros, brancos, pretos, pardos, estrangeiros que não falam fluentemente inglês, e nem por isso eles desistem de seus sonhos. A ambição deles é muito mais forte do que as desculpas. Apesar de que o mundo coloque diversos padrões considerados certos, nem sempre as pessoas se encaixam nessas regras e daí vêm os problemas. Como diz Ru: “Se você não se ama, como irá amar alguém?”.

Durante todos os episódios, as drags, na hora da preparação, sempre contam sobre o seu passado. Elas sofreram para conseguir sair do armário, ter aceitação dos familiares e amigos e como começou a sua carreira de usar maquiagem e peruca. Só de recusar a viver “numa caixinha”, precisa de muita coragem e lágrimas para soltar. Outras presenciaram num mundo de extrema pobreza, onde teve acesso à violência urbana em qualquer zona periférica existente no mundo.

Algumas conviveram em uma família extremamente abusiva, no qual teve que aguentar diversas consequências, porém que conseguiram superar. É muito emocionante assistir o último episódio de qualquer temporada e ver que todos aqueles que a maltrataram hoje as aplaudem de pé pelo seu talento.  Entretanto, se seus parentes não lhe aceitarem, alguém vai te aceitar do jeito que é. Por isso que muitas drags possuem famílias próprias a partir dos amigos. Aí vem aquela frase do Lilo & Stich: “Família quer dizer que nunca abandonar ou esquecer”.

A série mostra que sempre deve estar preparado em momentos mais difíceis. Faça que nem a Adore Delano, que não sabia costurar e conseguiu ganhar um desafio em que tinha de elaborar um vestido. Pare de negar as coisas por você não saber, procure estudar ou aperfeiçoar. Portanto, desafios são feitos para evoluir.

Ninguém gosta de ser criticado, mas nunca deixe que isso te abale. Aproveite o que for construtivo e for te ajudar a melhorar. A opinião dos outros não define seu valor nem quem você é.

RuPaul durante todo o programa sempre procura fornecer lição de moral nas candidatas quando precisa. O programa não mostra apenas os barracos, também mostra as garotas sendo maravilhosas uma com as outras, as histórias de cada uma e como elas estão ou já superaram os momentos difíceis, afinal, não é pra qualquer um assumir e se montar pro mundo. Apesar de toda essa caracterização de reality show que quer audiência, Mama Ru é verdadeira com as participantes.

Então, assista Rupaul’s Drag Race e aproveite para levar isso para a vida.