Pessoas estão jogando tinta nas frases de Rogério

A gente já falou por cima que algumas pessoas estão jogando tinta nas frases de Rogério, só que agora aumentou cada vez mais o número de “obras do artista” a serem danificadas. Recentemente, no caminho para uma festa no conjunto San Vale, uma das frases do Rogério “xingando o Cristianismo” foi apagada com uma tinta azul, parecia que a intenção era dar um corretivo.

Esta foto a seguir mostra outro muro jogado com tinta:

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Além disso, outros muros também foram apagados e outros tiveram frases corrigidas pelos cristãos, como: “Jesus é Fiel”.

Os muros pintados por Rogério tinham uma lista de frases como:

“Os espíritos passam de séculos em séculos enganando a humanidade. Jesus é um”

“Jesus come o cu das pessoas com o sexo espiritual”

“Os espíritos correm atrás de mim”

“Se a mentira for perfeita, não me engana”

“Jesus é enganador”

Então, alguns religiosos resolveram se “vingar” de Rogério e alguns muros que foram pintados por ele já foram jogados tinta. A maioria dos muros que os religiosos pintaram fica no bairro do Pitimbu, em Natal, e Nova Parnamirim, na cidade vizinha de Parnamirim.

Afinal, quem é o Rogério? Ele é um pintor que anda por toda a cidade onde utiliza os muros da cidade para mostrar um  confronto entre um ser humano e Deus.

A maioria dos muros foram pintados no San Vale, Cidade Satélite, Ponta Negra e Capim Macio, e parte de Parnamirim, mais precisamente nas avenidas Maria Lacerda Montenegro e Abel Cabral.  Ainda tem alguns na zona Norte.

Portanto, cada muro conta uma história deste confronto do pintor de paredes com a religião. Ou seja, é uma série que pode ser vista na rua e com poucos recursos. Ele anda por toda a cidade a partir de uma moto, toda decorada com as frases conhecidas pelo “artista”, no qual as únicas características físicas que podemos perceber na foto que ele é pardo e de médio porte.

Rogério e sua moto
Rogério e sua moto

Algumas pessoas, que ficaram bastante ofendidas, chegaram a jogar tinta em algumas frases do Rogério, porém ele continua nesta “saga maluca contra o cristianismo”.

Tudo começou com algumas frases em Nova Parnamirim, em Parnamirim, (nas avenidas Abel Cabral e Maria Lacerda Montenegro) e nos conjuntos San Vale e Cidade Satélite em Natal. Depois, as frases se espalharam para os bairros de Capim Macio e o conjunto Ponta Negra. Ainda tem alguns na zona Norte.

Então, um grupo de amigos criou uma página chamada Rogério x Jesus, no qual mostra fotos de alguns natalenses que viram essas frases doidas. Então, eu descobri que estas frases pintadas no muro, com um português bem errado tinha uma longa história por trás.

Dia do Índio: Quais são as tribos existentes no RN?

A gente já falou sobre os índios potiguaras e tapuias em uma matéria do Brechando. Nesta terça-feira (19) é o Dia do Índio e vamos responder a seguinte pegunta: Ainda tem tribos em alguma parte do Rio Grande do Norte? A resposta é sim e uma das tribos remanescentes dos potiguaras fica na praia de Sagi, localizada no município de Baía Formosa, conhecida por ficar bem na divisa com a Paraíba.

Além de Sagi, existem remanescentes em Tapará em Macaíba, Catu, em Goianinha e Canguaretama; Mendonças do Amarelão, na cidade de João Câmara, e as comunidades Banguê e Caboclos, em Assú.

Oficialmente o Rio Grande do Norte não tem índios desde 1872. Entretanto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o estado tem em torno de mais de dois mil índios. Em 1991, os registros apontavam para apenas 394 índios em terras potiguares e, em 2000, esse número aumentou significativamente para 3.167.

Mesmo com essa grande quantidade de índios, a maioria dos dessedentes indígenas são habitantes de áreas urbanas de Natal e outras cidades vizinhas.

Entretanto, esses grupos indígenas durante a década de 2000 lutaram para ser reconhecidos pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI)  e outros órgãos públicos. A subcoordenadoria da Funai foi instalada na capital do Rio Grande do Norte no ano de 2011.

Apesar de reconhecidos em nível local pelos seus vizinhos não-índios como grupos sociais nitidamente diferenciados, estes povos ainda não haviam projetado politicamente a sua existência frente à sociedade mais ampla. A identificação em circuitos mais restritos de interação de sua especificidade étnica – muitas vezes na forma de preconceito – chamou a atenção de alguns estudiosos clássicos do RN, entre eles Câmara Cascudo e Nestor Lima, que citam a existência dessas comunidades de índios, já algumas décadas atrás.

Só em Natal são 866 índios auto-declarados; em Parnamirim 204; em Mossoró, 176; em Ceará-Mirim, 73; e em Extremoz, 58 índios. Já nas cidades onde há comunidade com costumes preservados, pelos dados oficiais do IBGE, o número chega a 22 em Baía Formosa; 234 em João Câmara; 60 em Goianinha; 53 em Canguaretama; 35 em Macaíba; e 48 em Assú.