Anatel suspende mudanças na internet fixa

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu uma coletiva de imprensa em Brasília, no final da tarde desta segunda-feira (18), no qual determinou que as empresas devem suspender por 90 dias as mudanças da internet fixa ou iria pagar uma multa diária de 150 mil reais. Quem usa a internet por meio de uma linha telefônica fixa teria de começar a se acostumar com o controle do uso de dados em casa, igual que acontece com o celular.

Atualmente, os usuários do tipo de banda larga mais comum no Brasil, a ADSL (roteador/modem que transmite a internet através de uma linha telefônica), no qual os planos são regulados por velocidade, sem um volume máximo de tráfego permitido. Pelos novos contratos, porém, quem atingisse um certo volume no mês poderia ter o fornecimento cortado ou a velocidade reduzida.

A Superintendência de Relações com os Consumidores (SRC) publicou Despacho nº 1/2016/SEI/SRC, determinando cautelarmente que as prestadoras de banda larga fixa se abstenham de adotar práticas de redução de velocidade, suspensão de serviço ou de cobrança de tráfego excedente após o esgotamento da franquia, ainda que tais ações encontrem previsão em contrato de adesão ou em plano de serviço.

A cautelar abrange as empresas Algar Telecom S.A, Brasil Telecomunicações S.A, Cabo Serviços de Telecomunicações Ltda, Claro S.A., Global Village Telecom Ltda, OI Móvel S.A., Sky Serviços de Banda Larga Ltda, Telefônica Brasil S.A, Telemar Norte Leste S.A, TIM Celular S.A., Sercomtel S.A Telecomunicações e OI S.A. Em comum, estas prestadoras contavam com mais de 50 mil acessos em serviço ao final de fevereiro de 2016.

Além de assegurar os direitos de informação ao consumidor, a cautelar da Anatel foi motivada pelo fato de que hoje, mesmo quando os contratos e planos de serviços preveem algum tipo de restrição após o consumo da franquia, a prática de mercado mais comum é que o consumidor continue navegando normalmente.

As prestadoras só podem aplicar tais medidas se disponibilizarem ao consumidor uma série de ferramentas que permitam a ele conhecer o quanto está consumindo ao longo do mês, traçar seu perfil de consumo e ser alertado quando a franquia está próxima de chegar ao seu fim.

Nas últimas semanas, tem gerado polêmica a informação de que as operadoras querem oferecer planos de internet fixa, usada nas residências e empresas, com limite de download, em que o serviço pode ser suspenso quando o usuário atinge uma determinada quantidade de arquivos e dados baixados.

Mais sobre a cautelar

De acordo com o documento elaborado pela Anatel, as prestadoras de serviço que adotarem as práticas de redução de velocidade, suspensão de serviço ou de cobrança de tráfego excedente após o esgotamento da franquia, ainda que tais ações encontrem previsão em contrato de adesão ou em plano de serviço, até o cumprimento cumulativo das seguintes condições:

  • Comprovar, perante a Agência, a colocação ao dispor dos consumidores, de forma efetiva e adequada, de ferramentas que permitam, de modo funcional e adequado ao nível de vulnerabilidade técnica e econômica dos usuários: o acompanhamento do consumo do serviço; a identificação do perfil de consumo; a obtenção do histórico detalhado de sua utilização; a notificação quanto à proximidade do esgotamento da franquia; e a possibilidade de se comparar preços;
  • Informar ao consumidor, por meio de documento de cobrança e outro meio eletrônico de comunicação, sobre a existência e a disponibilidade das ferramentas;
  • Explicitar, em sua oferta e nos meios de propaganda e de publicidade, a existência e o volume de eventual franquia nos mesmos termos e com mesmo destaque dado aos demais elementos essenciais da oferta, como a velocidade de conexão e o preço;
  • Emitir instruções a seus empregados e agentes credenciados
  • As práticas de redução de velocidade, suspensão de serviço ou de cobrança de tráfego excedente após o esgotamento da franquia somente poderão ser adotadas após noventa dias da publicação de ato da Anatel que reconheça o cumprimento das condições fixadas. Foi fixada multa diária de R$ 150 mil reais por descumprimento dessa determinação, até o limite de R$ 10 milhões de reais.

As operadoras terão que comprovar à Anatel que adotaram as medidas. Em seguida, a agência vai publicar um ato reconhecendo o cumprimento das condições. Só depois de 90 dias desse ato é que as empresas serão liberadas para restringir o serviço de internet fixa (suspender ou reduzir o sinal), nos casos de contratos por franquia que prevejam essa possibilidade.

Cabo anunciou que não vai aderir a franquia de dados

No dia 13 de abril, a empresa potiguar Cabo Telecom disse, através de uma nota enviada no Facebook, que não vai aderir ao pacote de dados de internet por não concordar com essa política.

“A CABO TELECOM entende que o Cliente deve ter liberdade para ter acesso à Internet quando quiser e na quantidade ilimitada, motivo pelo qual não determina limites de franquias de dados em nenhum dos Planos de Internet atualmente comercializados”, diz um dos trechos da nota.

História da plantação de algodão no RN

A novela das 9, “Velho Chico”, mostra o desenvolvimento do Nordeste com a plantação de algodão. No Rio Grande do Norte, a plantação das bolinhas brancas, que transforma em roupas, fios e tecidos, ajudou a desenvolver o Rio Grande do Norte, que foi destruído por conta da praga do bicudo. Nós do Brechando contaremos a história do cultivo da cotonicultura nos principais municípios do interior do estado.

O algodão era conhecido como o ouro branco e a produção durante os anos de produção ajudou a criar rodovias, prosperar pequenas comunidade e municípios. Chegaram a ocupar 500 mil hectares em todo o estado. Somente com a grande seca de 1845, que os produtores rurais começaram a plantar algodão, principalmente na Região do Seridó. Nos anos de 1900, com a queda da produção do açúcar, foi que a plantação alavancou.

No Brasil, na época do descobrimento, os indígenas já cultivavam o algodão e usavam os fios na confecção de redes e cobertores. Usavam também o caroço esmagado e cozido para fazer mingau e com o sumo das folhas curavam feridas. Os primeiros colonos chegados ao Brasil, logo passaram a cultivar e utilizar o algodão nativo. Os jesuítas do padre Anchieta introduziram e desenvolveram a cultura do algodão

Somente o algodão “mocó”, de fibra longa, poderia ocupar esse lugar de excelência no mercado exportador internacional, posto que se destinava à confecção de tecidos finos. Sim, eram dois tipos de algodões que eram plantados no RN: o arbóreo (“mocó” ou “Seridó”) e o herbáceo. O algodão “mocó” foi a variedade que melhor se adaptou aos sertões: por suas raízes profundas, era mais resistente às secas; por seu vigor, era uma variedade mais infensa às pragas e ,por outro lado, produzia até por 8 anos. Em suma, era muito mais vantajoso que o herbáceo, que tinha um ciclo vegetativo muito curto – geralmente um ano e, além disso, mais suscetível a pragas.

No Rio Grande do Norte, identificam-se três fases distintas para a evolução da cotonicultura. A primeira fase seria aquela iniciada pelo coloniza-dor branco, do cultivo e processamento do algodão nativo já feito pelo indígena e que inclui o primeiro surto de exploração em fins do século XVIII, motivado pela Revolução Industrial Inglesa.

A segunda fase tem início com o grande surto exportador da década de 1860, quando verifica-se nova transformação na cotonicultura no RN. Com a Guerra da Secessão americana, o produto sofre uma alta demanda frente a uma baixa oferta, gerando uma rápida subida nos preços. A terceira fase seria iniciada após a grande seca, 1877/79 que, pelos prejuízos que acarretou à pecuária, permitiu nova expansão espacial do algodão, cuja sustentação econômica se deve à variedade arbórea denominada mocó.

A plantação de algodão era benéfica tanto para os produtores agrícolas quanto aos trabalhadores. Embora prioritariamente voltado para o mercado interno, em favor das indústrias têxteis nacionais, o algodão norte-rio-grandense também encontrava colocação no mercado estrangeiro, principalmente o algodão “mocó”, de fibra longa, posto que se destinava à confecção de tecidos finos.

As fazendas produziam algodão em quantidades razoáveis, tinham sua máquina de descaroçar, então denominada de bolandeira. Essa máquina era movida por tração animal e produzia pelo chamado sistema de rolo. Não era dado nenhum tratamento ao caroço depois de retirada a pluma. O fazendeiro jogava o caroço no chão, o gado comia-o enquanto podia, porque depois que fermentava, não dava mais para comê-lo.

O algodão, ao lado de culturas alimentares como milho, feijão, mandioca, etc, tornou-se nossa principal cultura comercial. Essa realidade passou a mudar no final da década de 50, quando uma série de modificações começaram a ocorrer no país, onde se percebe uma nova divisão territorial do trabalho, que traz transformações profundas e desvantajosas para a economia nordestina e norte-riograndense em particular.

Durante muito tempo o algodão do Seridó deteve a reputação de algodão de primeira qualidade.

As crises de oferta da fibra nordestina estariam ligadas, por um lado, às devastadoras secas que atingiam impiedosamente as lavouras sertanejas. Por outro lado, com a chegada do bicudo, praga de difícil controle e depois com a abertura do mercado nacional às importações subsidiadas de países da Ásia nos anos 90, a cultura, que nos anos 80 chegou a ser plantada em mais de 2 milhões de hectares no Nordeste, entrou em declínio e hoje a área cultivada está em torno de 1.300 hectares.

Conheça mais sobre Plutão Já Foi Planeta: banda participante do Superstar

Os natalenses do Plutão Já Foi Planeta (perdi a conta de quantos shows eu já fui!) conquistaram uma vaga no Superstar neste domingo (18), exibido pela Rede Globo. Para quem não sabe, o programa é uma espécie de “The Voice de bandas”, sendo que o público também escolhe através de um aplicativo além dos jurados. O grupo conseguiu não só agradar a audiência, como também ficou com 90% de aprovação, liderando a competição que já está na terceira temporada.

A banda potiguar foi a nona se apresentar no programa vespertino, mas foi quem levantou o público e levou os jurados ao delírio, arrebentando neste segundo dia de apresentações. É formada por Natália Noronha, Gustavo Arruda, Sapulha Campos, Vitória de Santi e Khalil Oliveira. Eles são muito famosos na cena underground natalense, todos os shows são lotados e o povo canta junto todas as canções da trupe. Sente a vibe neste vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=ybOqdWmsCJU

Eles se juntaram no final do ano de 2013, os integrantes da Plutão Já Foi Planeta contam que escolheram o nome da banda a partir de uma matéria jornalística no qual falava do rebaixamento daquele que era considerado o menor planeta do sistema solar. Com poucos meses, eles se apresentaram em programas locais, como esse daqui:

https://www.youtube.com/watch?v=J03kgoi4j4M

O Plutão Já Foi Planeta lançou o CD autoral “Daqui pra Lá” em 2014 e foi aí que eles entraram como destaque na cena do rock, junto com outras bandas como Far From Alaska (destaque do Lollapalooza de 2015), Talma & Gadelha e Camarones.

O álbum está na íntegra no You Tube e no Spotify (Spoiler: eles estavam em fase de produção do segundo trabalho):

https://www.youtube.com/watch?v=pUpugpI-lE8

O grupo começou a ser formar quando Gustavo e Sapulha decidiram fazer um projeto com letras autorais. Antes do Plutão, os meninos eram integrantes do Beto Rockefeller. Eles procuraram uma voz feminina e encontraram Natália, estudante de jornalismo da UFRN e já tinha se tornado um sucesso por cantar junto do Talma & Gadelha e disponibilizar covers na internet.

Em 2014, eu entrevistei as meninas para O Chaplin, no qual o grupo estava começando a se destacar. É bacana ver o início de um projeto e que ele está em destaque. Confira a entrevista neste link.

A apresentação completa pode ser conferida no You Tube (final do texto) ou pelo site do programa.

https://www.youtube.com/watch?v=sbJkK3Udls0