9 09America/Bahia abril 09America/Bahia 2016 – Brechando

Pico de Cabugi foi realmente um vulcão?

Quem viajou de Natal para Mossoró passa por este lugar. No meio da BR 304, existe o Pico do Cabugi, possui cerca de 500 metros de altura acima da planície, localizado no terrítório do município de Angicos, faz parte do Parque Ecológico Estadual do Cabugi, uma área de proteção ambiental. Seu cume é um dos pontos mais altos do Rio Grande do Norte.  Muitos dizem que era um vulcão, afinal o local era mesmo?

Alguns estudiosos apontam que o local realmente era vulcão e o único vulcão extinto do Brasil continental que preserva sua forma original. O período em que o vulcão esteve ativo é chamado de Miocênico. Àquela época, os continentes já apresentavam praticamente seus formatos atuais. Os índios chamavam o local de peito de moça devido ao seu formato.

Um dos primeiros registros sobre o pico foi o de Nestor Lima.  Por falar em sua estrutura, a estrutura cônica mais proeminente é descrita pelos geólogos como um pescoço vulcânico. Detalhe, o pico do Cabugi nunca entrou em erupção, apesar de ser extinto.

Constituída de basalto, ela é resultado da solidificação do material que preenchia o conduto vulcânico, o qual ligava a superfície a uma câmara a mais de 60 quilômetros de profundidade repleta de magma, a temperaturas superiores a 1000 graus centígrados e a pressões inimagináveis. O magma é o material pastoso super quente que, ao ser expelido de um vulcão, passa a ser chamado de lava, e dá origem a rochas após sua solidificação.

Quem tem a oportunidade de escalar o Pico do Cabugi e atingir seu cume é capaz de enxergar as dunas da costa branca ou até mesmo o oceano atlântico a 80 km de distância ao norte.

Sua idade isotópica é uma das mais mais recentes das rochas ígneas brasileiras (aproximadamente 19 milhões de anos). Sua forma parecida de domo de lava é devido à erosão diferencial, pois a rocha constituinte não é riolito ou dacito, mas sim, álcali olivina basalto. A rocha contêm xenólitos ultramáficas originado do manto.

Atualmente, o Pico da Cabugi é utilizado como turismo ecológico e muitos fazem rapel e acampam na região. Confira o vídeo a seguir:

Aves mais comuns de se encontrar no RN

Quais são as aves mais comuns existentes no Rio Grande do Norte?  Listei algumas delas e com certeza você as viu em algum jardim, muro ou no fio de alguma cerca ou poste rodando por Natal. Eu pelo menos já vi todas pela cidade e também outros municípios do Rio Grande do Norte. Confira:

Caboré

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O Caboré é uma coruja nativa do Brasil e do Paraguai, conhecida também como caburé-miudinho, com cerca de 14 cm de comprimento, vértice marrom pontilhado de branco e cauda com faixas claras. É tão pequeno quanto um pardal. Possui duas colorações de plumagem, como em outras corujas. Existe uma forma cinza, com a cauda listrada de branco e peito claro bordejado de cinza, a cor dominante de toda a plumagem. É possível encontrar exemplares marrom avermelhados, onde a cauda é da mesma cor e quase não se distingue as faixas brancas. Nos dois casos, sobrancelha branca destacada. Em especial na plumagem cinza, a nuca possui penas singulares, formando como se fossem dois olhos. Pesa cerca de 63 gramas.

Galo de Campina

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Também conhecido como o cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana), o galo-da-campina é uma ave da família Emberizidae, grupo dos cardeais. A espécie tem cerca de 17 cm de comprimento, cabeça anterior e garganta vermelhas, abdomem branco e costas acinzentadas. Vive em bandos nas caatingas em quase todo o Nordeste brasileiro. Alimenta-se de sementes, bagas, insetos e bambis.

Bem-te-vi

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De manhã, nós lhe escutamos e é comum lhe enxergar nos fios dos postes ou em jardins. É conhecida pelos índios como pituã, pitaguá ou puintaguá. Medindo cerca de 23,5 centímetros, caracteriza-se principalmente pela coloração amarela viva no ventre e uma listra branca no alto da cabeça, além do canto que nomeia o animal. Considerado um dos pássaros mais populares do Brasil, é um dos primeiros a vocalizarem ao amanhecer.

Pombo

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No centro da cidade e em Ponta Negra é comum olhar para eles. Dizem que eles carregam bastante doenças, mas muitos gostam de tirar fotos com eles. Verifica-se grande variação no padrão de cores desse animal. Há poucas diferenças visíveis entre machos e fêmeas. Sua plumagem é normalmente em tons cinza, mais claro nas asas que no peito e cabeça, com cauda riscada de negro e pescoço esverdeado.

Geralmente são monogâmicos, tendo dois filhotes por ninhada. Ambos os pais cuidam do filhote por um tempo. Seus habitats incluem vários ambientes abertos e semi-abertos. Brechas entre rochas costumam ser usadas para se empoleirar e reproduzirem, quando eles estão na natureza.

Pardal

pardal-foto

O pardal está na lista das aves mais comuns no mundo. São pequenos pássaros com bicos grossos para comer sementes, e são na sua maioria de cor cinza ou marrom. Nativo no Velho Mundo, algumas espécies foram introduzidas por todo o mundo através dos colonizadores.