5 05America/Bahia abril 05America/Bahia 2016 – Brechando

Vítimas de assalto são convocadas para participar de pesquisa

Todos que foram vítimas da violência, sabe como é horrível as consequências de um assalto e que isto pode deixar cicatrizes para a vida inteira e sentimentos irreversíveis. Um dos objetivos dos Programas de Pós-Graduação em Neurociências e em Psicobiologia da Universidade Federal do Rio grande do Norte (UFRN) é estudar as atividades cerebrais destas vítimas. Por isso, os estudantes estão selecionando voluntários que tenham sido vítimas de assaltos na cidade do Natal.

Os interessados devem ser do sexo masculino, por representarem o grupo de maior exposição, e ter entre 18 e 55 anos. Para o resultado desta pesquisa, o colaborador vai ganhar um tratamento para recuperar o trauma de ter sido violentado e roubado por um desconhecido.

Para participar da triagem, basta se dirigir ao Laboratório de Pesquisa Clínica, localizado no 2º subsolo do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), no bairro de Petrópolis, de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h, ou nas terças, quintas e sextas-feiras, das 9h às 11h30. Em caso de dúvidas, as perguntas podem ser encaminhadas ao e-mail [email protected].

A pesquisa tem o intuito de analisar os sintomas e as características biológicas associadas à intervenção psicológica pela técnica de Experiência Somática, “que consiste no enfoque da consciência corporal no tratamento do trauma visando ao restabelecimento de funções corporais ideais a partir de experiências verbais e não verbais, das sensações internas e movimentos corporais”, explica a neurocientista.

A participação dos voluntários no estudo tem duas fases. Na primeira etapa, os interessados devem se dirigir ao Laboratório de Pesquisa Clínica, para responder a um questionário. Já a segunda fase é optativa, mas a mais importante, pois, quem quiser seguir na pesquisa fará parte de um programa de tratamento gratuito que utilizará intervenção psicológica e avaliação de hormônios e da atividade cardíaca.

De onde surgiu a expressão “boy” ?

-Boy, você pode me emprestar o cartão de crédito?

– Faça isso não, Boy!

-Boy, onde fica o Parque da Cidade?

– Bora para aquela festa, boy?

-Não, Boy!

Quando falo a palavra “boy”, muitas pessoas que não são da cidade pensam nestas três fotografias:

Astro Boy
Astro Boy
Go Go Boy
Go Go Boy

Quem morou em Natal ou ainda mora sabe que é comum a expressão “boy” e quase todos os natalenses falam, mesmo que involuntariamente.  Muitos sabem que esta é uma palavra inglesa que significa “garoto”, “menino”. Mas, a galera chama até as garotas de boy. Uma criança também pode ser sinônimo de boy. Então, ache comum, ouvir esta frase: “Quando eu era boy (=Quando era criança/pequeno)”.

Muitos dos meus amigos que são do Rio de Janeiro, Fortaleza e até de Recife acham muito estranho quando digo coisas como: “A boy era muito chata, pelo amor de Deus” ou “Quem é esse boy que está falando essas coisas?”.  E sempre tenho que responder a pergunta: “O que você quis dizer?”.

Mas, de onde surgiu, esta expressão bastante popular entre os natalenses? De onde soube esta palavra em inglês? Como a adquiriram na cultura potiguar?  O Brechando vai te explicar e isso faz parte da Segunda Guerra Mundial, quando a capital do Rio Grande do Norte virou um anexo dos Estados Unidos.

Além disso, a expressão tem o seu diminutivo e aumentativo: boyzinho ou boyzinha/boyzão ou boyzona.

A expressão veio dos americanos que montaram base militar em Natal durante a Segunda Guerra, onde estrategicamente a cidade era próxima da Europa, que estava dominada pela Alemanha Nazista de Adolf Hitler.

A influência norte-americana se fez sentir também na linguagem, com a introdução de algumas palavras e expressões inglesas e outras tiveram “as suas adaptações” pelos natalenses.  O Oxente é um outro exemplo, pois, reza a lenda, que veio da expressão “oh shit”.

Americanos na Segunda Guerra Mundial
Americanos na Segunda Guerra Mundial

Seus habitantes que até então levavam uma vida modesta e tranquila, passaram a conviver com a passagem pela cidade de pessoas de outras nacionalidades, como o Arcebispo de Nova York, o Príncipe da Holanda, o Presidente do Paraguai, o Embaixador do Reino Unido,o Ministro das Relações Exteriores da China, Anna Eleonor Roosevelt, primeira-dama dos EUA, os atores Humphrey Bogart, Clark Gable, o músico Glenn Miller e dentre outras celebridades.

Vale lembrar que também nesta época, muitos aderiram a diversos costumes, como fumar cigarro, beber coca-cola, mascar chiclete  e a frequentar aos bailes no mais completo estilo americano.